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Relator pede quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha na CPMI do INSS

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

A ideia da CPMI é tentar aprovar o requerimento no retorno dos trabalhos nesta quinta-feira (4)


O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, pediu nesta segunda-feira (2) a quebra do sigilo fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.


"A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de "o filho do rapaz"", diz o relator em sua justificativa.


Ele afirma ainda que "a Polícia Federal aponta que essa é uma referência direta a Lulinha, sugerindo que Roberta atuaria como intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas" e que "o grau de interferência e a tentativa de obstrução de justiça tornam-se nítidos.


Quando, após a deflagração de fases da operação, Roberta envia mensagens a Antônio Camilo ordenando: "Some com esses telefones. Joga fora", além de expressar preocupação com a apreensão de um envelope contendo o nome do "nosso amigo".


Para ele, "sob a ótica política e investigativa, a medida justifica-se pela suspeita de que Fábio Luís tenha atuado como "sócio oculto" de Antônio Camilo em empreendimentos de cannabis medicinal financiados com recursos supostamente desviados do INSS".


Um ex-funcionário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, afirmou esta semana ao Metrópoles que o empresário costumava esbanjar sua relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao tratar com fornecedores e parceiros comerciais.


“Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz!!! Fábio Lula da Silva. Falava ‘filho’, e sinalizava mostrando a mão com 4 dedos… Falou o nome de Fábio Lula diversas vezes, a mim, a alguns parceiros comerciais, em reunião de diretoria”, detalhou o ex-funcionário, hoje considerado uma testemunha-chave da Polícia Federal no âmbito das investigações da Operação Sem Desconto, que apura a chamada Farra do INSS.


Lulinha é citado como possível sócio oculto do Careca do INSS em negócios na área da saúde que seriam realizados junto ao governo federal. Uma dessas parcerias previa o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.


A ideia da CPMI é tentar aprovar o requerimento no retorno dos trabalhos nesta quinta-feira, mas segundo integrantes do colegiado o governo está bem mobilizado para barrar todos os requerimentos envolvendo Lulinha. Além deste protocolado ontem, há também pedidos de convocação do filho do presidente.


A base aliada tem conseguido travar investigações na comissão que possam atingir o Palácio do Planalto. A proximidade de partidos do Centrão ao governo tem conseguido travar os requerimentos. O governo tem ao redor de 18 votos na comissão, contra 12 da oposição.



Créditos: CNN Brasil e Metrópoles

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