Nova delação de Vorcaro cita pagamentos a Antonio Rueda e ao PT da Bahia
- Jason Lagos
- há 16 horas
- 2 min de leitura

O dono do Banco Master também citou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na proposta
A nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro cita pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.
Em relação a Rueda, segundo fontes que tiveram acesso ao material, os repasses milionários teriam sido feitos pelo Banco Master por meio do escritório de advocacia ligado ao cacique partidário.
Rueda é considerado um dos responsáveis pela indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, fundo dos servidores do estado que fez aportes bilionários em papéis e fundos ligados ao Banco Master.
Publicamente, Rueda nega qualquer irregularidade. O cacique diz não ter relação pessoal com Vorcaro, mas admite ter prestado serviços advocatícios para o Banco Master por meio de seu escritório.
Já em relação ao PT baiano, a proposta de delação de Vorcaro menciona pagamentos que teriam sido realizados como contrapartida à operação do programa Credcesta pelo Banco Master no Estado.
O Credcesta é um cartão de benefício consignado voltado para servidores públicos ativos e aposentados e cujos pagamentos das faturas são descontados diretamente em folha.
O Banco Master passou a operar o Credcesta na Bahia entre os anos 2018 e 2022. Na época, o Estado era governado por Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil no terceiro mandato de Lula.
Rui já negou publicamente ter relações próximas com Vorcaro. Ele disse que esteve com o banqueiro apenas uma única vez em agenda institucional e defendeu as investigações sobre o Caso Master.
A delação de Vorcaro também cita supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
Na nova proposta, o banqueiro aderiu às versões da PF e passou a tratar as benesses pagas por ele a Ciro e a Castro como propina, e não mais apenas como amizade, como sustentava até então.
A interlocutores, Castro tem negado qualquer recebimento de propina e desafiado Vorcaro a provar o que diz na delação. Ciro também nega irregularidades.
O dono do Banco Master também citou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na proposta de acordo de delação. O ex-banqueiro mencionou um suposto financiamento da campanha de Silveira por uma vaga no Senado nas eleições de 2022.
O dinheiro teria sido repassado à Silveira por meio de caixa 2. Nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há nenhum repasse informado por Vorcaro ou pelo Master para a campanha de Silveira. O banqueiro também não teria fornecido provas suficientes sobre a alegação.
A nova versão da delação premiada de Vorcaro foi entregue pela defesa na semana passada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora analisam o material.
Créditos: Metrópoles e Correio Braziliense




Comentários