Marcola e Lulinha: campanha de Lula tem semana de crise e mede impacto
- Jason Lagos
- há 7 horas
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Novas informações sobre casos que guardam relação com a lobista Roberta Luchsinger vieram a público
Após a semana de desgastes, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca virar a página depois das crises envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Novas informações sobre os casos que guardam relação com a lobista Roberta Luchsinger vieram a público a poucos dias do grande ato de lançamento da campanha, e aliados do petista ainda monitoram o impacto das descobertas sobre a corrida eleitoral.
Luchsinger pagou R$ 249 mil a Marcola, um dos assessores mais próximos do presidente. Segundo o ex-auxiliar, o valor diz respeito a um empréstimo pessoal, de “natureza estritamente privada”, e que não houve irregularidades. Após a divulgação do caso, o ex-assessor de Lula deixou a campanha a fim de evitar mais desgastes.
Aliados se dividem sobre os efeitos da crise para a tentativa de reeleição do presidente. Parte defende que o impacto será reduzido por não envolver diretamente o chefe do Planalto. Além disso, auxiliares afirmam que é natural, durante o período eleitoral, que a oposição busque atrelar denúncias de corrupção ao petista.
Outra parcela viu o caso como um desgaste desnecessário e defendeu o afastamento rápido de Marcola. Ele pediu para deixar a equipe que coordena as agendas de campanha de Lula um dia após as informações sobre o empréstimo virem à tona.
O coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) a presidente, senador Rogerio Marinho (RN), protocolou nesta quinta-feira (6) um pedido direcionado ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça para que ele apure o eventual vazamento de informações privilegiadas da Polícia Federal para o presidente Lula no caso envolvendo transações financeiras do ex-chefe de gabinete do petista. Também pediu que seja autorizada uma busca e apreensão contra Marcola para resguardar provas.
A petição é sigilosa, tem sete páginas e é assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora-jurídica da campanha de Flavio Bolsonaro.
No documento, ela deixa claro que "o que se pretende é a apuração da origem do vazamento, da cadeia de custódia do material divulgado, dos agentes que tiveram acesso aos elementos sigilosos e da eventual utilização indevida de informações protegidas por sigilo para fins de proteção política do Presidente da República em pleno período pré-campanha eleitoral".
Também pesam para a campanha de Lula, as investigações da Polícia Federal (PF) sobre Lulinha, filho do presidente. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência.
A PF suspeita de que o empresário tenha usado sua influência para facilitar negócios de Luchsinger e do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, com órgãos do governo.
Em ambos os casos, o discurso do presidente será que a PF tem autonomia para investigar quem for, independentemente de ser próximo a ele ou não. O petista, inclusive, reforçou a tese em uma reunião com lideranças da Federação PSol-Rede, no Palácio da Alvorada, na última quarta-feira (5).
De acordo com relatos, Lula não fez menção direta a Marcola, mas minimizou a crise. Ele questionou “Quem aqui nunca pediu um empréstimo para um amigo?”, ao comentar o uso de casos de corrupção pela oposição para atacar o governo. Ainda segundo pessoas que estiveram presentes no encontro, o petista reforçou que quem errou precisa responder pelos atos.
O presidente dará o pontapé inicial da campanha no próximo domingo (16/8), em um grande ato na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. O local foi palco dos movimentos grevistas comandados pelo petista entre as décadas de 1970 e 1980.
Créditos: Metrópoles e CNN



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