Quatro oponentes lideraram desgaste de João Campos na Região Metropolitana do Recife

Eduardo Moura (Novo), Tiago Medina (PL), Manoel Medeiros (Novo) e Ni do Badoque (PSD)
A atuação de quatro adversários políticos esteve entre os fatores que ampliaram o desgaste do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) durante a eleição de 2026. Os vereadores Eduardo Moura (Novo) e Tiago Medina (PL) levaram pautas polêmicas à Câmara Municipal e intensificaram as críticas ao governo municipal nas redes sociais. Também promoveram visitas a obras para expor problemas na capital. Os dois foram eleitos deputados federais.
Na Região Metropolitana e no Recife, Ni do Badoque (PSD) e Manoel Medeiros (Novo) também fizeram oposição a João Campos durante o período eleitoral. Candidatos a deputado estadual, Ni recebeu 32.854 votos e Medeiros, 5.145. Ambos ficaram na suplência, mas já se movimentam para ampliar espaço político de olho nas eleições municipais de 2028.
A governadora Raquel Lyra (PSD), que disputou a reeleição, também atuou no cenário eleitoral e foi uma das principais adversárias de João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco.
No Recife, João Campos recebeu 725.721 votos quando concorreu à reeleição para prefeito, em 2024. Na eleição para governador, em 2026, obteve 473.994 votos na capital — uma diferença de 251.727 votos a menos em relação à votação municipal.
A comparação mostra a dimensão da mudança no desempenho de João Campos na capital entre as duas disputas, embora os pleitos tenham cargos e contextos diferentes. A atuação dos quatro oponentes, somada à campanha estadual de Raquel Lyra, marcou o ambiente político que antecedeu o resultado.
Após uma semana de ausência do estado e da campanha de 2º turno do presidente Lula, o ex-prefeito João Campos, apareceu este domingo na Basílica de Aparecida ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de sua esposa, Tábata Amaral.
A última vez que se pronunciou antes de viajar, João gravou um vídeo no Aeroporto de Brasília no dia 5 de outubro informando que estava chegando na capital federal a convite do presidente Lula para reunião sobre o 2º turno. Depois não apareceu mais nem mesmo quando o PT convidou os partidos aliados para programar a campanha em Pernambuco, sendo representado pelo presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.
A ausência gerou muitas especulações no mundo político, uma delas dando conta de que a direção nacional petista preferia que ele ficasse distante para não prejudicar a atração dos eleitores indecisos que votaram na governadora Raquel Lyra. O PT também tinha esperança de convencer a própria governadora a se engajar na campanha, o que acabou não acontecendo.
A falta de postagens de João Campos no seu Instagram gerou ainda mais especulações sobre uma provável manifestação do PT a respeito de sua ausência do estado. Nesse período ele só postou uma foto com o presidente Lula, tirada após a reunião em que estavam os senadores Teresa Leitão, Humberto Costa e Marília Arraes, só voltando a se manifestar no dia do incêndio no laboratório da UFPE e no último doming, para falar de Nossa Senhora Aparecida, quando divulgou uma foto com Tábata e Alckmin.
O ex-prefeito deve ainda esta semana começar a participar da coordenação nacional da campanha a convite do presidente do PT, Edinho Silva.
Créditos: Blog do Mário Flávio e Blog Dellas




Comentários