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Ipespe mostra Flávio Bolsonaro com 49% e o presidente Lula com 44% dos votos totais

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 11 horas
4 min de leitura

Os dois candidatos também mantêm praticamente intactos seus eleitorados do primeiro turno


Flávio Bolsonaro aparece com 49% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, contra 44% de Lula, segundo a primeira rodada de pesquisas Ipespe/Abrapel. Outros 5% dizem que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.


Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Flávio marca 48% e Lula, 43%. Entre os eleitores que declaram máxima possibilidade de comparecer às urnas, os percentuais chegam a 50% para Flávio e 45% para Lula — ou 53% a 47% quando considerados apenas os votos válidos.


Os dados do Ipespe mostram diferenças relevantes no perfil dos eleitorados. Entre os homens, Flávio Bolsonaro tem 53%, contra 38% de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte: Lula registra 49%, ante 44% de Flávio.


O ex-senador também aparece à frente entre eleitores com ensino médio, por 53% a 39%, e entre aqueles com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, por 55% a 37%. Entre os evangélicos, a vantagem é de 61% a 30%. Lula, por sua vez, lidera entre pessoas com ensino fundamental, por 51% a 41%, e entre famílias com renda de até dois salários mínimos, por 51% a 40%.


A divisão também aparece no recorte regional. Lula tem seu melhor desempenho no Nordeste, onde chega a 63%, contra 29% de Flávio. O adversário lidera no Sul, por 63% a 30%; no Norte e Centro-Oeste, por 59% a 33%; e no Sudeste, por 52% a 40%.


A pesquisa aponta que 33% dos entrevistados se identificam com a direita — 23% como direita não bolsonarista e 10% como bolsonaristas. Outros 25% se dizem de esquerda, divididos entre 12% de lulistas e 13% de esquerda não lulista.


O maior grupo, no entanto, é formado pelos que se declaram independentes, com 37% da amostra. Entre eles, há empate: 44% dizem votar em Flávio e 44%, em Lula.


Os dois candidatos também mantêm praticamente intactos seus eleitorados do primeiro turno. Entre quem afirma ter votado em Flávio, 97% pretende repetir a escolha. O mesmo percentual aparece entre os que dizem ter votado em Lula.


Entre os eleitores que afirmam ter escolhido Augusto Cury no primeiro turno, 50% migram para Flávio e 29% para Lula. Entre os que declaram voto anterior em Ronaldo Caiado, são 56% para Flávio e 15% para Lula.


Quando questionados sobre a probabilidade de votar em cada candidato, 47% dizem que certamente votariam em Flávio Bolsonaro, e outros 5% afirmam que poderiam votar nele. Ao mesmo tempo, 46% dizem que não votariam no candidato de jeito nenhum.


Para Lula, 43% afirmam ter certeza do voto e 5% admitem a possibilidade de escolhê-lo. A parcela que diz não votar no presidente em nenhuma hipótese chega a 49%.


O levantamento também mediu a disposição para comparecer às urnas. Ao todo, 88% dos entrevistados assinalaram a possibilidade máxima de comparecimento no dia 25 de outubro. Dentro desse grupo, Flávio tem 51% das intenções, contra 45% de Lula.


O desejo de mudança aparece como uma das principais características do eleitorado nesta rodada. Segundo o levantamento, 79% querem alterar total ou parcialmente o rumo do país.


Desses, 37% defendem uma mudança total do trabalho que vem sendo feito, enquanto 42% querem mudar apenas o que consideram negativo. Outros 18% preferem a continuidade.


Entre quem deseja mudança completa, 81% votam em Flávio Bolsonaro e 11% em Lula. Já entre os que defendem mudanças apenas em alguns pontos, a disputa é mais equilibrada: Lula tem 49% e Flávio, 42%.


Quando a pergunta é sobre qual candidato tem mais condições de realizar as mudanças consideradas necessárias, Flávio marca 50%, contra 42% de Lula.


A pesquisa também perguntou quais assuntos foram mais considerados na escolha do voto no primeiro turno.


De forma isolada, corrupção e crise no STF aparecem em primeiro lugar, citados por 24% dos entrevistados. Em seguida vêm economia, emprego e preços elevados, com 17%, e saúde e educação, com 12%.


O Ipespe, porém, agrupa diferentes temas ligados à economia: economia, emprego e preços, com 17%; fim da escala 6x1, com 5%; fim das bets, também com 5%; e aumento do Bolsa Família, com 3%. Juntos, esses itens somam 30%.


As prioridades também mudam conforme o candidato escolhido. Entre os eleitores de Flávio, corrupção e crise no STF são mencionadas por 41%, enquanto economia, emprego e preços aparecem com 23%.


Entre os eleitores de Lula, saúde e educação lideram, com 19%. Soberania nacional e atitudes de Trump aparecem com 13%; economia, emprego e preços, com 11%; fim da escala 6x1, também com 11%; e fim das bets, com 10%.


A situação econômica do país é avaliada como ruim ou péssima por 53% dos entrevistados. Outros 28% a classificam como regular, enquanto 18% dizem que está ótima ou boa. O levantamento registra ainda 50% de desaprovação e 43% de aprovação ao governo Lula.


A pesquisa ouviu 1.500 pessoas entre 6 e 8 de outubro de 2026 e tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais. No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, diferença de 1,87 ponto percentual.



Créditos: Exame

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