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Em entrevista ao Estadão, Raquel Lyra reforça neutralidade nas eleições presidenciais

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 12 horas
2 min de leitura

Durante a entrevista, Raquel citou uma série de ataques que sofreu durante a campanha deste ano


A governadora de Pernambuco reeleita, Raquel Lyra (PSD), reforçou, em entrevista à Coluna do Estadão, que manterá a neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL).


Ao ser questionada se faria campanha para algum dos dois candidatos, Raquel exaltou a parceria com Lula durante o primeiro mandato dela, mas disse que Pernambuco está acima do pleito nacional. 


Quanto à presença de Lula em um ato no Recife em apoio à candidatura do adversário dela e então postulante a governador de Pernambuco João Campos (PSB), na reta final do primeiro turno das eleições, Raquel voltou a falar na relação de respeito entre ela e o presidente.


"Devo ir a Brasília muito em breve com meus projetos debaixo do braço para pedir recursos e firmar projetos pactuados que precisam sair do papel, como o Metrô do Recife e a Transnordestina. Não posso questionar o posicionamento do presidente da República; ele tem liberdade para tomar suas decisões. Tive sempre com ele uma relação de muito respeito e baseada em entregas. Agora precisamos olhar para a frente. Não fecho portas", comentou.


Indagada sobre como será a relação do Estado com o governo federal caso Flávio Bolsonaro vença as eleições, a governadora apontou o cenário como algo a se pensar no futuro. Ela frisou, no entanto, que Pernambuco não pode adotar uma política de isolamento.


Durante a entrevista, Raquel Lyra também avaliou a disputa pelo governo do Estado, ao qual venceu com 53,27% dos votos. Apesar da vitória, a chefe do Executivo nacional classificou a eleição como "rasteira" e, sem citar nomes, afirmou ter sido vítima de diversos ataques ao longo da campanha. 


A governadora citou uma série de ataques que sofreu durante a campanha, entre eles, a repercussão do vídeo em que sugere a realização de laqueadura em uma paciente sem o consentimento dela.


"A frase é equivocada, descontextualizada. Qualquer frase dita nesse contexto é passível de desculpas e não representa quem sou. [...] É muito mais fácil violentar uma mulher do que cancelar um homem. Quantas vezes uma mulher precisa pedir desculpas? Eu nunca vi homens pedirem desculpas. Veja, disseram que eu assassinei meu marido e depois inventaram que eu tinha colado o cartaz. Isso mexe comigo, com minha família, mexe com candidatura. Identificamos mais de mil robôs fazendo campanha contra nós e gabinetes de ódio. Precisamos lutar no Brasil para que isso seja regulamentado", argumentou.


Passadas as eleições, o clima de expectativa em torno de uma possível reforma no secretariado da de Raquel Lyra inspira um sentimento de esperança entre suplentes de vários partidos. Entre as expectativas da classe política está a de que a governadora prestigie os partidos aliados na composição do primeiro escalão, adotando uma postura diferente da que marcou o primeiro mandato, quando evitou acomodar deputados estaduais no secretariado.


Uma eventual mudança de estratégia poderia abrir espaço para a convocação de parlamentares de partidos aliados, como PSD, Podemos, PP e Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), com reflexos diretos na composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a possibilidade de suplentes assumirem mandatos.



Créditos: Folha PE e Blog Ponto de Vista

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