A 12 dias do 2º turno, Flávio tem 52% e Lula, 48%, diz pesquista BTG/Nexus

Nos votos totais o senador do PL tem 48% das intenções, enquanto o atual presidente registra 45%
A 17ª rodada da pesquisa presidencial BTG/Nexus foi divulgada nesta terça-feira (13/9) e revela: a 12 dias das eleições, Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa pela Presidência da República, mas em uma estimativa de empate técnico: o senador tem 52% contra 48% do petista em votos válidos.
Pela margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, os dois estão tecnicamente empatados. O cenário exclui indecisos, brancos e nulos.
Essa é a primeira pesquisa do instituto desde o primeiro turno das eleições. Flávio terminou à frente de Lula com 47,03% contra 45,16% do petista.
No cenário de votos totais, o senador do PL tem 48% das intenções de voto, enquanto o atual presidente registra 45%.
Na comparação com o levantamento divulgado em 28 de setembro, Flávio cresceu quatro pontos e o petista oscilou negativamente de 46% para 45%.
A segmentação demográfica evidencia as principais fortalezas de cada candidato. O petista lidera no Nordeste com 61% e tem ampla vantagem na base de menor renda, registrando 58% entre quem ganha até um salário mínimo. Lula também concentra a preferência de 54% do eleitorado feminino.
Por outro lado, o candidato do PL demonstra forte vantagem no Sul e no Sudeste, onde marca 57% e 51%, respectivamente.
O recorte por crença religiosa revela uma consolidação conservadora contínua, uma vez que Flávio atinge 58% entre os evangélicos, ante os 32% registrados por Lula dentro deste mesmo segmento.
O cenário também sinaliza uma alta consolidação do eleitorado para a votação do dia 25 de outubro, visto que 92% afirmam que a decisão já está tomada e não deve mudar.
Os eleitores que pretendem votar em branco ou nulo somam 5%, e os que não souberam responder marcam 2%.
O alto índice de rejeição reflete a consolidação da polarização política exposta na pesquisa. Atualmente, 51% não votariam de jeito nenhum em Lula, configurando o maior teto de resistência. Do outro lado da disputa, o índice de rejeição de Flávio Bolsonaro é de 47%.
A sondagem do instituto Nexus também mediu a percepção dos eleitores sobre o Executivo. O trabalho do atual presidente é desaprovado por 50% e aprovado por 45%. Na avaliação geral da gestão federal, 45% classificam o governo como ruim ou péssimo, contra 34% que o consideram ótimo ou bom e 20% que o veem como regular.
A pesquisa Nexus entrevistou 2.002 eleitores entre 10 e 12 de outubro de 2026, por meio de telefone (via CATI). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual S.A. e está registrado no TSE sob o protocolo BR-07997/2026.
Pesquisa PoderData/Aya, também divulgada nesta 3ª feira (13), mostra que as intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o 2º turno avançaram em 5 dias. Agora, o petista tem 49% dos votos válidos ante 51% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os 2 estão empatados dentro da margem de erro do levantamento, de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos.
A pesquisa foi realizada de 10 a 12 de outubro. Mostra uma mudança no cenário em relação à rodada anterior. Em 5 dias, a taxa de intenções de voto em Lula avançou 2 pontos percentuais, enquanto a de Flávio recuou na mesma proporção. A diferença, que era 6 pontos percentuais, passou a ser de 2 pontos percentuais.
Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 686 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-01209/2026.
O resultado do 1º turno havia deixado a campanha de Lula numa UTI eleitoral. Flávio Bolsonaro passou a ditar o ritmo da disputa, formalizou apoios partidários e começou a negociar espaços num eventual governo. Em Brasília, havia quem tratasse o 2º turno como mera formalidade para confirmar a vitória do senador.
Uma equipe de resgate formada por jovens deputados eleitos no 1º turno e por uma onda de artistas que passaram a declarar apoio a Lula nas redes –e a cobrar que outros façam o mesmo– entrou em ação. Lula intensificou a presença digital e adotou uma comunicação menos convencional. A nova estratégia desagrada a petistas tradicionais, mas coincide com os primeiros sinais de recuperação.
Créditos: Exame e Poder360




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