O preço da traição política chegou para Soraya Tronique: pesquisa mostra que ela deve ficar fora do Senado
- Jason Lagos
- 31 de mai.
- 2 min de leitura

“O presidente Lula me deixou de queixo caído mesmo, pela humanidade, pela forma de agir”, disse Soraya
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) foi eleita senadora em 2018 pelo PSL com o apoio do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas ao longo do mandato, ela se aliou ao governo Lula a partir de 2023, votando todas as matérias de interesse do governo e defendendo a família do presidente durante a CPMI do INSS.
Na última semana, durante um evento em Anastácio (MS), Soraya anunciou que vai apoiar a reeleição do presidente Lula e teceu elogios ao petista. “O presidente Lula me deixou de queixo caído mesmo, pela humanidade, pela forma de agir”, disse a senadora.
Uma pesquisa divulgada na semana passada com 1.000 eleitores mostrou que a mudança ideológica de Soraya deve cobrar um preço alto. A senadora aparece em quarto lugar na preferência do eleitor e deve ficar fora do Senado a partir do ano que vem.
A pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul ao Instituto Opinião, que está mudando de nome para Indexa Pesquisas, mas mantém o mesmo CNPJ.
No primeiro cenário da pesquisa estimulada para as duas vagas ao Senado no Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) aparece em primeiro lugar, com 38,7% da preferência do eleitor, seguido pelo ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), com 33,7%, o senador Nelsinho Trad (PSD), que pontua 26,1%, e Soraya Thronicke, com 16,6%. A senadora não garante vaga ao Senado em nenhum dos cenários pesquisados.
O levantamento confirma a força da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no estado, dominado pelo agronegócio. Na modalidade estimulada do primeiro turno, Flávio tem 42% e Lula 32,1%. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) e, 3,3% e o ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo) tem 3,1%. Na pesquisa estimulada para o segundo turno, Flávio pontua 50,9% e Lula tem 34,7%.
Na estimulada para o governo do Mato Grosso do Sul, o atual governador Eduardo Riedel (PP) aparece em primeiro lugar, com 42,9% da preferência do eleitor, seguido pelo ex-deputado por Fábio Trad (PT), que tem 14,8%.
Os dados mostram que Eduardo Riedel entra no processo eleitoral com uma vantagem construída a partir da força da máquina estadual, da baixa fragmentação do seu campo político e da dificuldade dos adversários em se consolidarem como alternativa competitiva neste momento.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR07535/2026 e MS-02139/2026.
Créditos: Revista Veja




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