Última pesquisa Datafolha frustrou petistas e também trouxe más notícias para Lula
- Jason Lagos
- há 9 horas
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O Datafolha mostra que, na simulação do segundo turno, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 47% a 43%
Após a revelação dos diálogos e negócios de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, muitos anunciaram a morte súbita da candidatura do Zero Um. O conjunto de mentiras, fatos mal explicados e a postura tatibitate do senador diante das revelações alimentaram essas previsões.
As últimas pesquisas, especialmente o Datafolha divulgado na sexta, 22, no entanto, mostram que uma análise mais apressada a respeito da derrocada do senador do PL estava contaminada por torcida, especialmente de vozes ligadas ao PT e à campanha de Lula.
O Datafolha mostra que, na simulação do segundo turno, Lula venceria por 47% a 43%. Na comparação com o levantamento anterior, o presidente avançou 2 pontos, enquanto o senador recuou 2.
É inegável o arranhão de imagem no Zero Um, mas o estrago parece menor diante da avalanche de notícias negativas que soterrou Flávio nos últimos dias. Segundo o Datafolha, a pancadaria não produziu o nocaute.
Uma outra pesquisa, divulgada também na sexta-feira 22 pelo instituto Gerp, mostrou Lula e Flávio empatados numericamente no primeiro turno, com 38% das intenções de votos. Desde o último levantamento do instituto, publicado em 12 de maio, o presidente cresceu quatro pontos percentuais, enquanto o senador cresceu dois.
O único embate de segundo turno, segundo o levantamento, que o petista perde é contra Flávio Bolsonaro, por três pontos percentuais. O senador aparece com 47% contra os 44% do presidente.
Caso não ocorra uma nova escalada relacionada ao escândalo Vorcaro, o Zero Um tem chances de administrar o prejuízo. Terá dificuldades para recuperar a confiança com a cúpula do PL, com agentes importantes da Faria Lima e com o eleitorado mais independente.
A tentativa de virar a página começou com os posts nas redes mostrando fotos de Lula ao lado da influencer Deolane Bezerra, presa por conexões com o crime organizado. As mensagens aproveitam para vender a plataforma eleitoral da oposição de classificar PCC e outras facções como terroristas, medida que o governo atual critica.
Lula pode comemorar alguns aspectos do recente Datafolha, que mostram uma certa recuperação de fôlego do presidente, além de apontarem para a interrupção do crescimento de Flávio. Por outro lado, como mostra o mesmo levantamento, a rejeição ao presidente continua em patamar muito alto, mesmo em meio à crise de seu principal oponente.
A multiplicação de medidas eleitoreiras do governo tampouco produziu até agora um efeito na popularidade do presidente. O problema para Lula é que o antipetismo vem se consolidando como um dos fatores que podem definir a vitória. Flávio, mesmo com a imagem arranhada, segue se beneficiando disso.
Já no caso do INSS, a investigação da PF parece avançar de forma consistente na revelação das relações entre o Careca do INSS e Lulinha, o primogênito do presidente.
Créditos: Revista Veja e Exame



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