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Vorcaro e Zettel são transferidos para o Centro de Detenção Provisória em Guarulhos (SP)

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 5 de mar.
  • 3 min de leitura

O ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira


Uma audiência de custódia realizada na Justiça federal nesta quarta-feira (4) manteve a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, de seu cunhado Fabiano Zettel e de demais presos da operação Compliance Zero, em São Paulo. Vorcaro e Zettel foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, região metropolitana da capital paulista.


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o pedido da Polícia Federal (PF) para que os presos da operação sejam transferidos para penitenciárias estaduais. Segundo a PF, as unidades da corporação são destinadas a custódias transitórias e de "curtíssima duração", não havendo estrutura compatível para "manutenção prolongada" das prisões. 


O ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro foi preso novamente pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo de mandado de prisão e se entregou na Superintendência da PF. 


Nesta nova operação, os policiais investigam suposto esquema bilionário de fraudes financeiras e aponta que o banqueiro comandava uma organização criminosa ligada a corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos de autoridades e ameaças. As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça.


Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto de Guarulhos, na Grande SP. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país.



Apontado pela PF como ajudante de Daniel Vorcaro, o investigado Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", também preso nesta quarta-feira (4) no âmbito da Operação Compliance Zero, teve a morte cerebral decretada após uma suposta tentativa de suicídio.


De acordo com a PF, Mourão atentou contra a própria vida por volta das 15h na cela da superintendência da corporação em Minas Gerais ainda nesta quarta-feira.


Ao o encontrarem desacordado, os policiais tentaram reanimá-lo e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou ao hospital João 23, em Belo Horizonte. Lá, os médicos deram início a um protocolo para confirmar a morte cerebral do investigado.


Em nota, a defesa afirmou que esteve com Mourão até por volta das 14h, "quando ele se encontrava em plena integridade física e mental". A PF diz que o caso será investigado, e que as provas colhidas serão entregues ao gabinete de Mendonça, relator do processo do caso Master no STF.


Chamado pelo banqueiro de "Sicário" (matador de aluguel), Mourão seria o coordenador de uma estrutura informal denominada "A Turma", responsável pela "execução das ações de vigilância, intimidação e obtenção de dados" de desafetos do empresário.


Os serviços da "turma" – que incluíam atos de intimidação de concorrentes, ex-empregados e jornalistas – seriam remunerados com R$ 1 milhão mensais, segundo a PF.


Em uma das mensagens que a PF afirma ter encontrado nos celulares dos investigados, Vorcaro pede a Mourão para "levantar tudo" sobre um funcionário, o instrui a "moer" outra funcionária a quem chamou de "vagabunda" e a "dar um sacode" em outra pessoa para "assustar".


Outro alvo do grupo seria Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.  "Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele", escreve Vorcaro sobre Jardim. "Vou fazer isto", responde Mourão. Em nova troca de conversas, Vorcaro diz: "Esse Lauro, quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto".


O ex-deputado Alexandre Ramagem afirmou, na noite desta quarta-feira, ser “altamente improvável” a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”.


“Cometeu suicídio? Altamente improvável. É o padrão em crises pela revelação da alta criminalidade desse sistema. Surgem as quedas de helicópteros, explosões de aviões, sequestro e morte de prefeitos, queimas de arquivo, destruição de adversários”, escreveu no X.


Ainda na mesma publicação, Ramagem afirma que, por estar sob responsabilidade da PF, “Sicário” deveria ter recebido guarda e proteção “inclusive contra atos praticados por si mesmo”.


“Os poderes da República estão tomados por organizações criminosas de alta periculosidade”, acrescentou.



Créditos: O Tempo e Metrópoles

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