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União Brasil votará dissolução sumária do diretório presidido pelo ministro do Turismo

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 8 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Celso Sabino pretende disputar uma cadeira no Senado em 2026 e tenta se segurar como ministro


A decisão do ministro do Turismo, Celso Sabino, de peitar o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e se manter no cargo pode custar-lhe a reeleição.


A executiva nacional do partido se reúne nesta quarta-feira (8) e irá deliberar pela expulsão de Sabino da legenda. Mas o plano de vingança é segurar a conclusão do processo o máximo possível, a ponto de inviabilizá-lo eleitoralmente.


Enquanto não for oficialmente expulso, Sabino está impedido de mudar de partido — sob risco de perder o mandato de deputado federal.


A Lei dos Partidos Políticos é clara: “Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa causa, do partido pelo qual foi eleito” (art. 22-A da Lei nº 9.096/95).


A legislação prevê uma única brecha: a mudança de partido só pode ocorrer nos trinta dias que antecedem o prazo de filiação exigido em lei para disputar a próxima eleição, ao término do mandato vigente. Calendário apertado demais.


Preso à legenda, Sabino será asfixiado politicamente. O diretório do União no Pará será dissolvido, o que o afasta da presidência do partido no Estado; ele ficará sem acesso a recursos dos fundos eleitoral e partidário e não receberá um centavo das emendas parlamentares extras que o governo Lula entregou aos líderes em troca de votos no Congresso.


A ordem para o ministro deixar o governo foi dada por Rueda há meses, como uma demonstração de que a sigla não apoiará a reeleição de Lula.


A determinação, contudo, vinha sendo levada em banho-maria até que Rueda passou a ser alvo de uma investigação da Polícia Federal que apura a máfia dos combustíveis.


A reação foi imediata: o chefão do União Brasil entendeu a operação da PF como retaliação do governo e ordenou o desembarque imediato de Sabino.


Há poucos dias, dos 59 deputados do União Brasil na Câmara, 46 assinaram uma carta em defesa da permanência do ministro no cargo.


A queda de braço entre União Brasil e governo Lula tem relevância política porque o União se uniu ao PP e hoje as duas siglas têm o controle da direita no país, R$ 1 bilhão de fundo eleitoral para distribuir aos seus candidatos em 2026 e o maior tempo de TV a oferecer para seu candidato ao Planalto.


O PP também tem um dos seus filiados ocupando cargo ministerial: André Fufuca. Pressionado para deixar o cargo, o ministro do Esporte afirmou que tem tentado resolver sua situação e disse que se reunirá com dirigentes do PP nos próximos dias.



Créditos: Metrópoles e Revista Veja

 
 
 

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