CPMI do Banco Master é protocolada com apoio recorde no Congresso e amplia pressão
- Jason Lagos
- há 2 horas
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O requerimento para instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito possui 281 assinaturas
A CPMI do Banco Master foi oficialmente protocolada nesta terça-feira (3) no Senado Federal com um número recorde de assinaturas, uma das iniciativas de maior apoio parlamentar da história recente, de acordo com a oposição no Congresso Nacional.
Ao todo, o requerimento para instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito tem 281 assinaturas, sendo 42 senadores e 239 deputados federais, de diversos partidos, número bem superior a anteriores registrados para instalação de CPMIs.
A iniciativa, liderada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), pretende investigar denúncias, operações suspeitas e possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master, instituição financeira que está no centro do debate político nos últimso meses após sucessivas revelações e questionamentos sobre sua atuação no mercado.
O grande número de adesões à CPMI do Banco Masterr eflete não apenas a mobilização da oposição, mas também a pressão cada vez maior de parlamentares de diferentes lados da política por explicações sobre o escândalo financeiro da instituição. Nos bastidores, a avaliação é de que o caso se tornou politicamente incontornável diante da repercussão pública e da cobrança de maior transparência.
Para Carlos Jordy, que liderou o movimento pela CPMI, o apoio mostra a gravidade das denúncias. “Alcançamos um recorde histórico de assinaturas para a instalação de uma CPMI. Isso demonstra que o Parlamento está atento e disposto a investigar um escândalo que causa indignação na população. Não podemos permitir que fatos dessa magnitude fiquem sem respostas”, afirmou o deputado.
Após ser protocolado no Senado, o próximo passo é a leitura do pedido em sessão conjunta do Congresso, etapa necessária para a instalação formal da comissão.
O PT anunciou que vai assinar outros dois requerimentos, mas não participou deste da oposição, por considerar o movimento mais como um “palco político”. Na segunda (2), o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou um pedido de investigação na Câmara, com poucas chances de avançar, em função de uma longa lista de pedidos anteriores que aguardam despacho do presidente da Câmara.
A oposição vê em curso no Congresso uma “operação abafa” para que a CPMI do Banco Master não saia do papel. Em última instância, parlamentares avaliam que a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que diminui a pena para Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados por tentativa de golpe de Estado, pode ser usada como moeda de troca para enterrar a comissão.
Entre membros da oposição existe o sentimento de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) deve adiar ao máximo a convocação da sessão em que podem ser lido o requerimento da CPMI e votado o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria.
É nesse contexto que parlamentares avaliam que um acordo para sacramentar a derrubada do veto de Lula, beneficiando Bolsonaro e outros condenados pelo plano de golpe, deve entrar na mesa de negociação para engavetar a CPMI do Banco Master.
Créditos: nd+ e CNN Brasil




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