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Câmara de Vereadores do Recife rejeita processo de impeachment do prefeito João Campos

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Houve tumulto fora do prédio com apoiadores dos dois lados gritando palavras de ordem


Por 25 a 9 e uma abstenção a Câmara de Vereadores do rejeitou esta manhã o pedido de impeachment do prefeito João Campos de autoria do vereador Eduardo Moura, do partido Novo. Com ampla maioria na casa, o prefeito, como estava previsto ficou livre de um processo que buscava enquadrá-lo em crime de responsabilidade.


Houve tumulto fora do prédio com apoiadores dos dois lados gritando palavras de ordem, mas no plenário a paz foi mantida.


João Campos tornou-se alvo do processo após ter nomeado procurador municipal um candidato que tinha ficado em 63º lugar em detrimento de um candidato deficiente físico que aguardava nomeação.


Com a repercussão do caso o prefeito voltou atrás, mas o estrago na sua imagem permaneceu. O pedido de impeachment foi mais uma estratégia da oposição para reverberar o caso da nomeação.


O pedido de impeachment foi feito pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que acusou João Campos de ter cometido crime de responsabilidade e de improbidade, ao nomear um procurador na cota de pessoa com deficiência. Ele apresentou o relatório com 480 páginas para que fosse aberto o processo de investigação.


O líder do Governo, Samuel Salazar (MDB), defendeu o prefeito, afirmando que João Campos tinha base legal na sua decisão, e que o pedido de impeachment “é completamente vazio”.


O candidato nomeado é filho de um juiz e uma procuradora do Tribunal de Contas do Estado. O juiz havia antes da nomeação arquivado processo sobre investigação de irregularidades na PCR. Outro problema foi o fato do rapaz só ter enviado à Prefeitura mais de dois anos depois do concurso, um atestado em que é citado como autista.


Na plateia do plenário, apoiadores do prefeito João Campos exibiram faixas e gritaram palavras de ordem durante a fala do vereador da oposição, Eduardo Moura. Frases como "é o melhor prefeito do Brasil" também foram proferidas.


Com o início da votação, a vereadora do PSOL Jô Cavalcanti, que integra a base governista na Casa, decidiu se abster. Da galeria, apoiadores do prefeito condenaram a posição da parlamentar: "É covardia demais. Tá arregando" gritaram. A vereadora Flávia de Nadeji (PSD), que já fez parte da base do prefeito, e o vereador Rubem Rodrigues (PSB) também se absteveram na votação.


Do lado de fora do plenário, dezenas de opositores ao governo de João Campos também estiveram presentes, protestando a favor do impeachment do prefeito. Algumas faixas também eram mostradas, pedindo pela aprovação da admissibilidade da tramitação do impeachment: “Investigar sim, impunidade não” era uma delas.


Com o encerramento da discussão do impeachment e a saída dos apoiadores do prefeito no plenário, o clima ficou tenso no lado de fora da Câmara Municipal do Recife, onde a oposição a João Campos estava protestando.


Um homem deu um chute em outro, de posição política contrária. A Guarda Municipal foi obrigada a intervir. Os envolvidos foram afastados e levados para longe da porta de entrada do plenário. A Polícia Militar e o GTO também estiveram no local para conter a multidão.



Créditos: Blog Dellas e Diário de PE

 
 
 

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