Três deputados do PT não foram ao ato que oficializou apoio à pré-candidatura de João Campos ao governo
- Jason Lagos
- há 23 horas
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Deputados estaduais do PT pernambucano: Rosa Amorim, Doriel Barros e João Paulo de Lima e Silva
Três dos quatro deputados estaduais que integram a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) faltaram ao evento que oficializou, no sábado (28), o apoio da legenda à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo do estado nas eleições de outubro.
Afinados com a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, o ex-presidente estadual do PT Doriel Barros; o ex-prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva e a pré-candidata a deputada federal Rosa Amorim não compareceram. Tiveram agendas próprias no interior pernambucano e no Recife, e não se manifestaram sobre o apoio oficial do partido.
A deputada Dani Portela, recém-filiada ao PT, foi a única que marcou presença no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções, em Olinda, no início da tarde de sábado. Dani Portela, até então do Psol, disputou a Prefeitura do Recife, em 2024, contra o prefeito João Campos.
Após o evento em que o PT fechou apoio a João Campos, membros do diretório estadual do partido, Pedro Alcântara e o ex- deputado federal, Fernando Ferro, manifestaram voto contrário à resolução que restringe o palanque do presidente Lula em Pernambuco exclusivamente ao PSB.
Segundo Alcântara, há uma necessidade de ampliação dessa base, citando diálogos em curso com Ivaneide Rodrigues (PSOL) e outros grupos políticos, buscando uma defesa coerente com a história do partido no Estado, apesar de a proposta de abertura não ter sido aprovada na reunião.
Fernando Ferro reforçou o descontentamento da militância, apontando que a ausência da bancada majoritária do partido no encontro é um sinal claro de resistência à adesão “pura e simples” à candidatura do PSB.
“A bancada majoritária do Partido dos Trabalhadores não está presente aqui, e é um sinal claro de que há descontentamento com essa linha de adesão pura e simples à candidatura do PSB, sem nenhuma visão crítica e sem contrapartidas políticas.” afirmou Fernando Ferro.
O evento de lançamento da chapa completada Frente Poipular reuniu as principais lideranças da esquerda local, efoi marcado por um tom de "unidade" e pela nacionalização do debate eleitoral.
Pré-candidato ao Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que as eleições deste ano são um desdobramento direto da de 2022. Para ele, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “inominável”, destruíram as conquistas que foram construídas e afirmou que a vitória da chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) foi “fundamental”.
Assim como Humberto, João Campos avaliou que a aliança entre Lula e Alckmin foi crucial para a preservação da democracia no Brasil. Ele também declarou que nenhum outro nome teria a capacidade de vencer aquele pleito. “Se a gente não tivesse vencido as eleições de 22, provavelmente um ambiente democrático como esse não estaria existindo”, disse.
Sem citar nomes, a chapa, que ainda está em definição, da pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi citada como sendo do “lado de lá”, referenciando a partidos da extrema direita. Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, declarou que o governo estadual tenta uma aproximação oportunista com o Governo Federal por conveniência eleitoral.
“Mesmo que o lado de lá finja que está em cima do muro ou até que declare apoio ao presidente Lula, pensando meramente no estelionato eleitoral, a gente vai fazer o povo diferenciar qual é o lado de lá e qual é o lado de cá”, afirmou a pré-candidata.

Créditos: Folha PE, Blog do Ricardo Antunes e Diário de Pernambuco




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