Túlio Gadêlha negocia saída da Rede para o PSD e pode reforçar a chapa de Raquel Lyra na disputa pelo Senado
- Jason Lagos
- há 8 horas
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A possível ida de Túlio ao PSD acontece em meio a uma reorganização política em Pernambuco
O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) está em fase final de negociação para deixar o partido e se filiar ao PSD, mirando uma candidatura ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) em 2026.
A movimentação ocorre nos últimos dias da janela partidária e, segundo fontes próximas ao parlamentar, os trâmites estão praticamente concluídos. Apesar disso, aliados de Raquel preferem cautela e aguardam a oficialização da filiação antes de qualquer anúncio público.
A possível ida de Túlio ao PSD acontece em meio a uma reorganização política em Pernambuco. A Rede Sustentabilidade, partido do deputado, enfrenta uma crise interna marcada por disputas entre alas ligadas a Marina Silva e Heloísa Helena, o que tem provocado a saída de quadros importantes da legenda.
Nesse cenário, Gadêlha surge como uma alternativa viável para compor a chapa majoritária de Raquel Lyra, especialmente por ter trânsito no eleitorado progressista, faixa considerada estratégica para ampliar o alcance eleitoral da governadora.
A articulação ganhou força após a reviravolta envolvendo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). Inicialmente cotado para integrar a chapa de Raquel, ele recuou e decidiu se alinhar ao grupo do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Com isso, o ministro abriu mão da disputa ao Senado e deve buscar a reeleição como deputado federal, alterando o equilíbrio das forças na corrida eleitoral.
A eventual entrada de Túlio Gadêlha no PSD e na chapa de Raquel Lyra pode redesenhar o cenário, criando uma disputa mais competitiva e fragmentada na corrida pelas vagas ao Senado.
Se confirmada, a filiação de Gadêlha ao PSD consolidará mais um movimento estratégico na pré-campanha de 2026 e reforçará o xadrez político em Pernambuco, que já se desenha como um dos mais disputados do país.
Créditos: Folha SP e Acesse Política
