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PL pode lançar candidato a governador em Pernambuco e provocar um segundo turno

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

O objetivo seria fazer com que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tivesse um palanque no Estado


Embora ainda não tenha feito divulgação oficial, o PL reúne na próxima quinta-feira (18) seus deputados federais, estaduais e vereadores para discutir a estratégia do partido na eleição deste ano, incluindo a possibilidade de ter candidato a governador, o que poderia levar o pleito para o segundo turno.


Defensor da ideia de ter um candidato majoritário para que o presidenciável Flávio Bolsonaro tenha um palanque no Estado, o deputado estadual Alberto Feitosa afirma que há pessoas pleiteando a vaga, mas não revela quem. Ele próprio chegou a ter o nome ventilado mas não deseja disputar uma majoritária: “prefiro ficar onde estou”.


Outro nome citado no partido mas para a disputa pelo Senado, que está vaga após a desistência de Anderson Ferreira que é candidato a deputado federal, é o deputado federal Mendonça Filho que se filiou recentemente à legenda. Embora esteja sendo incentivado a entrar no páreo como candidato avulso a senador,  Mendonça não diz que sim e nem que não: “ estou analisando as coisas mas tenho uma grande resistência a isso na minha própria família.”


A ideia do PL, manifestada pelo presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira,  a um interlocutor recente é que se o partido lançar um candidato a governador pode utilizar o tempo de televisão da legenda, correspondente a 20% do total,  para esse candidato e para ajudar na divulgação do número de Flávio Bolsonaro:


“um candidato a governador teria o mesmo número de Flávio que é 22” citou ele, embora ressaltando que a decisão sobre isso não está fechada e vai ser discutida coletivamente. Anderson lembrou que um candidato a senador terá o número 222, que também é importante, mas o 22 do governador é mais significativo.


Se o PL realmente se inclinar pela disputa para o Governo, a eleição de Pernambuco que, na configuração atual, poderá ser decidida no primeiro turno pode ir para o segundo turno, caso a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos cheguem no dia do pleito conservando uma pequena diferença percentual.


Na Assembleia Legislativa, deputados calculam que um nome do PL poderia ter de 5 a 8% dos votos e eles sairiam da governadora porque João Campos, com apoio do PT, não teria votos conservadores, como teve nas duas vezes em que disputou a eleição de prefeito do Recife.


O vereador do Recife, Thiago Medina, do PL, disse em entrevista, na semana passada, que se tivesse idade toparia a disputa para governador ou mesmo senador. Indagado qual seria o nome que o partido teria para uma majoritária ele completou:  “não vejo quem possa ser este candidato após a desistência de Anderson “.


Caso a ideia de lançar candidatos a governador e senador seja reprovada, os 20% de tempo do PL na majoritária serão divididos pelos candidatos de outras legendas, como determina a legislação eleitoral.



Créditos: Blog Dellas

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