PL pode lançar candidato a governador em Pernambuco e provocar um segundo turno
- Jason Lagos
- há 1 hora
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O objetivo seria fazer com que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tivesse um palanque no Estado
Embora ainda não tenha feito divulgação oficial, o PL reúne na próxima quinta-feira (18) seus deputados federais, estaduais e vereadores para discutir a estratégia do partido na eleição deste ano, incluindo a possibilidade de ter candidato a governador, o que poderia levar o pleito para o segundo turno.
Defensor da ideia de ter um candidato majoritário para que o presidenciável Flávio Bolsonaro tenha um palanque no Estado, o deputado estadual Alberto Feitosa afirma que há pessoas pleiteando a vaga, mas não revela quem. Ele próprio chegou a ter o nome ventilado mas não deseja disputar uma majoritária: “prefiro ficar onde estou”.
Outro nome citado no partido mas para a disputa pelo Senado, que está vaga após a desistência de Anderson Ferreira que é candidato a deputado federal, é o deputado federal Mendonça Filho que se filiou recentemente à legenda. Embora esteja sendo incentivado a entrar no páreo como candidato avulso a senador, Mendonça não diz que sim e nem que não: “ estou analisando as coisas mas tenho uma grande resistência a isso na minha própria família.”
A ideia do PL, manifestada pelo presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, a um interlocutor recente é que se o partido lançar um candidato a governador pode utilizar o tempo de televisão da legenda, correspondente a 20% do total, para esse candidato e para ajudar na divulgação do número de Flávio Bolsonaro:
“um candidato a governador teria o mesmo número de Flávio que é 22” citou ele, embora ressaltando que a decisão sobre isso não está fechada e vai ser discutida coletivamente. Anderson lembrou que um candidato a senador terá o número 222, que também é importante, mas o 22 do governador é mais significativo.
Se o PL realmente se inclinar pela disputa para o Governo, a eleição de Pernambuco que, na configuração atual, poderá ser decidida no primeiro turno pode ir para o segundo turno, caso a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos cheguem no dia do pleito conservando uma pequena diferença percentual.
Na Assembleia Legislativa, deputados calculam que um nome do PL poderia ter de 5 a 8% dos votos e eles sairiam da governadora porque João Campos, com apoio do PT, não teria votos conservadores, como teve nas duas vezes em que disputou a eleição de prefeito do Recife.
O vereador do Recife, Thiago Medina, do PL, disse em entrevista, na semana passada, que se tivesse idade toparia a disputa para governador ou mesmo senador. Indagado qual seria o nome que o partido teria para uma majoritária ele completou: “não vejo quem possa ser este candidato após a desistência de Anderson “.
Caso a ideia de lançar candidatos a governador e senador seja reprovada, os 20% de tempo do PL na majoritária serão divididos pelos candidatos de outras legendas, como determina a legislação eleitoral.
Créditos: Blog Dellas



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