Tereza Cristina critica apoio de PP e União a Alcolumbre e mantém candidatura

A ex-ministra da Agricultura afirmou em publicação que o voto dos senadores é “livre, soberano e secreto”
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) criticou a decisão do PP e do União Brasil de apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. Em publicação nas redes sociais, a ex-ministra da Agricultura afirmou que o voto dos senadores é “livre, soberano e secreto” e indicou que pretende manter a candidatura.
A reação veio depois do anúncio feito na terça-feira (27) pelos presidentes nacionais das duas siglas, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil). A federação União Progressista formalizou apoio à permanência de Alcolumbre no comando do Senado e do Congresso, justificando a decisão com a necessidade de garantir “estabilidade institucional e equilíbrio político”.
“Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, escreveu a senadora.
O apoio formal das duas siglas a Alcolumbre enfraquece a articulação de Tereza Cristina, mas ela ainda pode concorrer, já que a escolha é feita por votação individual e secreta. Outro nome citado para enfrentar Alcolumbre é o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição.
A eleição está prevista para o início de fevereiro de 2027, no começo da próxima legislatura. Nesta quarta-feira (28), o senador catarinense Jorge Seif (PL-SC) afirmou que os votos de senadores de partidos de centro podem definir a disputa. A declaração foi dada em entrevista ao programa Oeste sem Filtro, da Revista Oeste.
Segundo os cálculos de Seif, a direita reúne 31 votos e a esquerda, 29. Os outros 21 parlamentares pertencem a partidos como PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e PSDB. “A decisão da presidência do Senado está no centro”, afirmou.
Na terça-feira (27), o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre, declarou contar com 48 votos para garantir a reeleição. Seif disse temer que cargos na administração pública sejam usados para negociar apoio político na disputa.
O senador criticou o caráter secreto da votação, que, segundo ele, impede o eleitor de saber se os parlamentares cumpriram os compromissos assumidos.
“O problema é que o voto é secreto, e o voto secreto tudo pode acontecer”, disse. Ainda assim, afirmou confiar na unidade do PL: “Ninguém aqui é comprável, a bancada do PL está muito coesa”.
Seif relatou conversas para reunir a oposição em torno de uma candidatura única. Entre os nomes mencionados estão Tereza Cristina e Rogério Marinho (PL-RN).
Para ele, a escolha do próximo presidente será determinante para pautas da oposição, como o fim do foro privilegiado, a limitação de decisões monocráticas, mandatos para ministros do STF e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O senador pediu que os eleitores cobrem posicionamento público dos senadores antes da votação.
Créditos: Revista Oeste




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