Voo de Flávio Bolsonaro e família deixa Equador com destino a Miami, nos EUA

O voo havia pousado em Guayaquil às 5h46 no horário de Brasília e não cruzou espaço aéreo brasileiro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família estão viajando para os Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28). Seu voo partiu da Argentina, teve breve escala no Equador e seguiu com destino a Miami.
O voo de Flávio e sua família decolou às 6h22, no horário de Brasília, e segue rumo aos EUA, onde está previsto para chegar ao aeroporto Opa-locka Executive, em Miami, por volta das 10h40, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware.
Anteriormente, o voo LV-JQW havia pousado em Guayaquil às 5h46 no horário de Brasília para uma breve escala e não cruzou espaço aéreo brasileiro —sobrevoou o Paraguai, Bolívia e Peru.
O voo, que leva Flávio Bolsonaro (PL) e três familiares, saiu da Argentina na noite de terça-feira horas após a a Direção Nacional de Migrações argentina ter afirmado que eles cruzaram a fronteira pouco antes das 23h. Eles levantaram voo minutos cerca de 40 minutos depois.
O governo dos EUA afirmou na terça que emitirá vistos para Flávio e sua família e permitirá que eles entrem no país. Nas últimas horas, o presidente Donald Trump voltou a falar em fraude nas eleições brasileiras, e disse também que aprovava a ida do senador aos EUA.
Os desenvolvimentos das últimas horas contrariaram informações vindas de agências de notícias e fontes do governo dos EUA, que afirmaram que Flávio já havia deixado o Brasil e chegado aos EUA ainda na terça.
Flávio Bolsonaro (PL) e três familiares entraram na Argentina na noite de terça-feira (27) pela Ponte Internacional Tancredo Neves (anteriormente conhecida como Ponte da Fraternidade), na província de Misiones (em Foz do Iguaçu, pelo lado do Brasil), segundo informou a Direção Nacional de Migrações da Argentina.
De acordo com o órgão, Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro cruzaram a fronteira às 22h50 no horário de Brasília.
A Direção Nacional de Migrações afirmou que os quatro apresentaram documentação válida para a viagem e não tinham nenhum impedimento legal para entrar no país.
Segundo o comunicado, a passagem do grupo foi registrada pelas autoridades migratórias e ocorreu sem incidentes.
Cerca de 40 minutos depois, às 23h30, Flávio e os familiares embarcaram em um voo privado operado pela companhia Baires Fly S.A. O plano de voo informado pelas autoridades argentinas informava que o destino imediato da aeronave era Guayaquil, no Equador. Àquela altura, não se tinha o destino final.
Mais cedo, o canal de TV argentino C5N havia informado que o senador havia cruzado a fronteira do Brasil com a Argentina em uma van na noite desta terça, e que ele estava em uma fazenda em Foz do Iguaçu desde a noite anterior.
Durante a transmissão, a reportagem mostra um avião no Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú, na província de Misiones, que supostamente poderia ser utilizado por Flávio para deixar o país. A aeronave Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertence à empresa Baires Fly S.A.
A Polícia Federal (PF) apontou riscos "concretos e atuais" de fuga em pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apreender o passaporte e proibir a saída do país do candidato derrotado nas eleições presidenciais senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na avaliação da PF, três elementos centrais indicavam que Flávio Bolsonaro poderia deixar o Brasil sob a justificativa de suposta perseguição política:
a manifestação pública e direta do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, recomendando ao irmão a saída do país;
o expressivo poder econômico; e
a existência de estruturas já estabelecidas no exterior que poderiam viabilizar permanência prolongada.
O senador descumpriu a decisão do ministro Alexandre de Moraes, e não entregou o passaporte à Polícia Federal no prazo determinado, até as 11h desta terça.
A decisão é da noite do domingo (25) em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas do jurista e bets. O caso segue em sigilo de justiça.
Em um vídeo postado em uma rede social, Flávio Bolsonaro afirmou também que visitou o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26), e que havia sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar o documento.
Créditos: G1




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