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Republicanos não quer mais candidatura de Cleitinho em Minas: "Perdeu o timing"

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 15 horas

Uma reunião em Brasília, marcada para esta quarta-feira (29), deve selar o posicionamento do partido


Após meses de suspense, o senador Cleitinho (Republicanos/MG) começou a sinalizar que pretende ser candidato ao governo de Minas, mas agora seu partido já não quer mais apoiá-lo. “Ele perdeu o timing”, afirmou o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira.


Líder isolado nas pesquisas de intenção de voto, Cleitinho Azevedo faltou à convenção do Republicanos em Minas, mas começou a avisar aliados que quer concorrer este ano.


Ele postou um vídeo feito com inteligência artificial na noite dessa terça-feira (28), o que está sendo entendido por aliados e apoiadores como confirmação de que ele irá se candidatar ao cargo de governador.


“Vá e faça o que precisa ser feito”, diz no vídeo de IA Matheus Azevedo, irmão caçula de Cleitinho que morreu vítima de câncer. Ele entrega ao senador uma bandeira de Minas Gerais. “Seguirei na missão”, escreveu o político na legenda.


Cleitinho se afastou das articulações na reta final em Minas, pois foi vítima de uma tragédia familiar, a morte de seu irmão caçula, Matheus, que teve leucemia. Antes ele vinha sinalizando que poderia desistir. Diante disso, seu partido fez novos planos para Minas.


Junto ao PL do presidenciável Flávio Bolsonaro, o Republicanos quer apoiar para o governo mineiro o nome de Marcelo Aro (PP), que foi secretário no governo de Romeu Zema e conta com muita capilaridade entre políticos do estado.


Na ausência de Cleitinho e pelo tamanho da coligação que deve construir, Aro entraria na disputa como um dos favoritos.


A decisão, porém, não está fechada. Uma reunião em Brasília, nesta quarta-feira (29), deve selar o posicionamento. Cleitinho pode ainda bater o pé sobre se candidatar. O parlamentar tem o apoio de muitos aliados em Minas, inclusive dentro do PL.


Em entrevista coletiva realizada em Divinópolis por volta das 20h30 desta quarta-feira (29), o senador Cleitinho afirmou que será candidato ao Governo do Estado de Minas e que, se isso não ocorrer, não apoiará uma nova chapa.


Ele afirmou, ainda, que não sabe o que ocorreu de terça para quarta-feira, pois estava tudo combinado para que o presidente do partido esperasse por ele até o dia 5 de agosto. Cleitinho ressaltou que não tinha condições, após a morte do irmão, de resolver qualquer assunto relacionado à candidatura dele.


Sobre sua ausência na convenção do partido, realizada nesse sábado,  ele alegou que não tinha condições emocionais de participar do evento.


Leia a íntegra da nota do Republicanos


O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen, afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.


Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.


Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.


A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.


O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.


O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.


Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.


Republicanos de Minas Gerais Executiva Estadual


Republicanos Executiva Nacional



Créditos: Metrópoles

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