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Miguel Coelho reafirma candidatura ao Senado e diz que chegará à convenção de Raquel Lyra já como candidato

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 22 horas
  • 3 min de leitura

O presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, afirmou nesta quarta-feira (29) que terá sua candidatura ao Senado oficializada durante a convenção do partido, marcada para o próximo sábado (1º). Segundo ele, no dia seguinte participará da convenção da governadora Raquel Lyra (PSD) já na condição de candidato ao Senado na chapa governista.


“A governadora Raquel Lyra não vai coligar com a União Progressista para o Senado. Vai ter Túlio Gadêlha (PSD) na chapa dela e não vai colocar na ata que a outra vaga é da federação. Eu já vou me apresentar, no domingo, como candidato dela com Túlio”, enfatizou Miguel, em entrevista ao ao jornalista Dantas Barreto.


O dirigente do União Brasil também disse que, caso o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) mantenha sua intenção de disputar o Senado, poderá concorrer igualmente. Segundo Miguel, a possibilidade de duas candidaturas foi apresentada aos partidos que integram a aliança.


Ainda de acordo com Miguel Coelho, toda a estrutura de campanha já está preparada, incluindo material de divulgação e slogan, que deverão começar a ser utilizados após a liberação do CNPJ da candidatura pela Justiça Eleitoral.


As convenções dos partidos da Federação União Progressista ocorrerão em momentos distintos. O União Brasil realizará seu encontro às 10h do próximo sábado, na sede estadual da legenda, para homologar a candidatura de Miguel Coelho ao Senado. No mesmo dia, o Progressistas promoverá sua convenção para oficializar a candidatura de Eduardo da Fonte.


Apesar das convenções separadas, a federação marcou para o dia 5 de agosto uma convenção conjunta das duas siglas. Eduardo da Fonte, que preside a União Progressista em Pernambuco, mantém a posição de que será homologado como candidato único da federação ao Senado, após ter seu nome aprovado por unanimidade em reunião interna.


“Não vamos assistir calados ela desprestigiar o nosso líder”, disse, em reserva, um parlamentar. O líder citado é o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP e da Federação. Ele foi escolhido pelo grupo e tem o controle da Federação União Progressista, mas a governadora insiste em bancar o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil).


“A federação não dará legenda a Miguel e ela sabe disso. Se Raquel insistir em esticar a corda, pode ser um caminho pior, pois é um desrespeito à política”, revelou outro deputado indagado sobre o imbróglio.


Nas últimas horas, vários caminhos passaram a ser considerados. Um dos mais extremos seria migrar para o palanque de João, caso o socialista rife a prima Marília Arraes (PDT), que lidera as pesquisas ao Senado. Outro, menos tumultuado, seria apenas não coligar na chapa do governo, o que reduziria à metade o tempo de propaganda eleitoral de Raquel.


Uma fonte do PSB disse ontem ao jornalista Ricardo Antunes que a ideia de retirar a pré-candidatura de Marília Arraes ao Senado para abrir espaço para Dudu da Fonte estaria descartada. O motivo é o risco de implodir o grupo, já que a aliada lidera todas as pesquisas de intenção de voto.

 

Além disso, o cenário atual é diferente de 2018, quando ela foi rifada pelo PT da disputa do Governo do Estado. Naquele momento, os petistas ficaram com uma das vagas para o Senado na chapa de Paulo Câmara (PSB) à reeleição, justamente com Humberto Costa (PT).

 

Agora comandando o PDT no Estado, não seria descartado que Marília, mais uma vez preterida, subisse no palanque da governadora como vingança. Para tanto ela estaria cacifada com o discurso de vítima da velha politicagem, o que faria ruir o palanque de João Campos.


O prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca (PSB), viajou na terça-feira (28) para Brasília no mesmo avião que Eduardo da Fonte, e trocaram figurinhas sobre o tema. Labanca já foi filiado ao PP por um breve período, quando ficou na suplência como deputado estadual.


À frente do município pelo segundo mandato consecutivo, tem relações estreitas com Da Fonte, e vem tentando capitalizar isso a favor de seu pré-candidato a governador.


A governadora Raquel Lyra falou por telefone esta terça-feira à noite com o deputado federal Eduardo da Fonte, que está em Brasília, e marcou para se encontrarem esta quinta ou sexta-feira para tratar das pendências relativas às convenções do PSD e da Federação União Progressista que serão realizadas, respectivamente, no próximo domingo e na quarta-feira da semana que vem. 

 

A conversa da governadora com Eduardo da Fonte ocorre após a saída da Federação PRD/Solidariedade do seu palanque para o palanque de João Campos. Sem essa Federação, que mudou de lado, Raquel passa a depender ainda mais da União Progressista para disputar em pé de igualdade com o seu principal adversário. Sem o tempo de PPe União Brasil ela ficaria com cerca de 30% do horário gratuito e João Campos em torno de 60%, duas vezes mais.



Créditos: Blog do Mário Flávio, Blog do Ricardo Antunes e Blog Dellas

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