Republicanos deve romper com Lula e cogita apoio a Flávio Bolsonaro
- Jason Lagos
- 4 de mai.
- 2 min de leitura

Marcos Pereira diz que busca reforçar as alianças com o PL, e que tem conversado com Flávio por telefone
O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (foto), indicou em entrevista à revista Veja que vai abrir mão da relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marcos Pereira também negou que o Republicanos esteja na base do governo. "O partido continua atuando na Câmara como independente e no Senado como oposição, porque os nossos senadores são um pouco mais de direita", disse.
Ele indicou que o Republicanos não deve apoiar a candidatura do presidente Lula à reeleição, e sim a do senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
"Na composição atual de deputados, senadores e governadores, além dos pré-candidatos a governos estaduais, é muito pouco provável que a gente consiga caminhar com o atual presidente. Nosso caminho é uma neutralidade ou o apoio ao senador Flávio Bolsonaro. Todavia, isso depende também de alguns gestos e de alianças políticas", disse Marcos Pereira.
Perguntado sobre quais seriam os gestos que ele espera de Flávio Bolsonaro, Pereira mencionou especificamente o contexto eleitoral de alguns estados da região Sudeste.
"O Republicanos tem hoje sete estados onde temos pré-candidatos. Em São Paulo, com Tarcísio de Freitas disputando a reeleição, já há um alinhamento automático ao Flávio. Eu pedi um gesto ao senador para que pudéssemos fazer aliança no Espírito Santo, até porque eles não têm candidato a governador lá. Em Minas Gerais, nós temos o senador Cleitinho Azevedo, que está disparado em primeiro lugar nas pesquisas. Falo em dialogar no sentido de um apoio de reciprocidade do PL ao Republicanos. Sempre ouvimos um “vamos avaliar”, “temos que ver”, “não posso fazer nada de cima para baixo”. Não peço isso. Pedi que se fizesse uma conversa, uma aproximação".
O parlamentar acrescentou que busca reforçar as alianças com o PL, e que tem conversado frequentemente, via telefone, com o senador Flávio Bolsonaro.
Além do Republicanos, outros partidos do chamado centrão podem vir a apoiar formalmente a candidatura do filho 01 de Jair Bolsonaro á Presidência.
O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) deve dar sinal verde para que União Brasil e PP apoiem a pré-candidatura de Flávio, após um período de desgaste na relação com o presidente Lula. A movimentação ocorre em meio à reorganização das forças políticas de olho nas eleições de 2026 e pode redesenhar alianças dentro do centrão.
O gesto de Alcolumbre representa uma mudança de postura após ele trabalhar para a derrota de Jorge Messias, candidato indicado pelo presidente Lula, na sabatina do Senado que daria o aval para seu ingresso no STF.
A possível liberação do apoio ocorre em um contexto em que União Brasil e Progressistas formam uma federação com grande peso político no Congresso Nacional. O bloco reúne uma das maiores bancadas da Câmara e do Senado, o que o torna estratégico nas negociações eleitorais e na definição de candidaturas competitivas.
A federação entre União Brasil e PP, criada recentemente, já nasceu marcada por divergências internas sobre o grau de proximidade com o governo. Enquanto parte das lideranças defende independência, outras alas chegaram a defender uma postura mais oposicionista.
Créditos: Brasil 247




Comentários