Raquel Lyra tenta montar chapa ao Senado com Eduardo da Fonte e Miguel Coelho
- Jason Lagos
- há 12 horas
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Na semana passada, a governadora se encontrou com Miguel Coelho em Brasília, após conversa com Lula
A governadora Raquel Lyra teve um longo encontro na segunda-feira (9) com o deputado federal Eduardo da Fonte e os estaduais Antônio Moraes e Kaio Maniçoba para tentar definir a presença da União Progressita na sua campanha. O objetivo de Raquel é montar uma chapa para o Senado com Eduardo da Fonte e Miguel Coelho.
O encontro não foi definitivo e uma nova reunião está programada para esta quinta-feira (12). Na semana passada ela se encontrou com Miguel Coelho em Brasília – também esteve com o ministro Silvio Costa Filho e o senador Humberto Costa – após conversa longa com o presidente Lula e a cúpula do PT no Palácio do Planalto.
Miguel Coelho vem fazendo acenos a João Campos, e no último sábado esteve com o prefeito posando para fotos no baile municipal. Mas sua declaração foi no sentido de unir forças com o PP, sem atropelar ninguém, o que deixou nas entrelinhas que não será óbice a um entendimento com a governadora se as duas vagas forem ofertadas à federação.
Para João Campos ter Miguel Coelho em seu palanque, ele precisará da federação inteira ou então terá que convencer Miguel Coelho a deixar o União Brasil e migrar para um partido de sua base.
Raquel deseja resolver o quanto antes a questão do Senado. O senador Humberto Costa deve mesmo se compor com o prefeito João Campos e o PT, enquanto ela formaria um outro palanque para o presidente Lula no Estado .
O presidente do PL Pernambucano, Anderson Ferreira, afirmou, nesta terça-feira (10), que o eventual apoio do PL à reeleição da governadora dependerá de um posicionamento público dela em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Para ele, a governadora precisará assumir um lado no cenário nacional. “Eu não acredito que a governadora vai para uma eleição sem declarar apoio ao presidente da República, tentando flertar com os dois lados.”
A tática, apesar de condenada por Anderson, é tida como bem-sucedida. Em 2022, Raquel Lyra ficou fora da polarização e recebeu votos de eleitores de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Anderson avaliou que a indefinição pode trazer impacto eleitoral. “O eleitor pernambucano exigirá, sim, posicionamento político dessas lideranças, principalmente de quem está no exercício do governo”, afirmou. Segundo ele, “político que não se posiciona não é digno de receber o voto da população”.
Apesar das críticas, Anderson declarou manter interlocução com a chefe do Executivo estadual. “Eu, de maneira alguma, fecho a questão de diálogo. Existe diálogo, sim, com a governadora”, afirmou. Ele acrescentou que espera “um olhar especial para o eleitor de direita”.
O presidente do PL atribuiu ao eleitorado conservador papel decisivo na vitória de Raquel Lyra no segundo turno de 2022. “Foi esse eleitor de direita que a conduziu ao governo de Pernambuco”, declarou. Segundo ele, a direita deverá buscar espaço na composição majoritária. “A direita vai querer, sim, ser representada dentro da chapa.”
Com a disputa pelo governo estadual cristalizada entre João Campos e Raquel Lyra, nenhum outro nome ganha força no Estado para a competição. No campo da direita, Eduardo Moura (Novo) tem 5% das intenções de votos, segundo a última pesquisa Datafolha. Apesar da surpresa positiva, aliados do vereador recifense preferem que o ex-apresentador dispute um mandato 'certo' na Câmara Federal.
Créditos: Blog Dellas, Blog do Edmar Lyra e jamildo.com



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