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PSB não abre mão de Geraldo Alckmin como vice de Lula, diz João Campos

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Lula avalia abrir a vaga de vice ao MDB para ampliar a coligação em 2026, o que o PSB não aceita


O presidente do PSB, João Campos, afirmou que a permanência de Geraldo Alckmin na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é prioridade absoluta do partido. Disse ter reafirmado a posição em reunião no Palácio do Planalto nesta 3ª feira (10). O governo, ao mesmo tempo, negocia a vaga de vice com o MDB.


A reunião se dá em um momento de tensão nos bastidores. Lula avalia abrir a vaga de vice ao MDB para ampliar a coligação em 2026, garantir mais tempo de propaganda e reforçar a base no Congresso.


O movimento enfrenta resistência do PSB, no governo e no PT. Para o Partido dos Trabalhadores, Alckmin é o vice natural.


Campos disse confiar na relação entre Lula e Alckmin e evitou detalhar cenários alternativos. Tratou como especulações as discussões sobre exigências ou mudanças na composição da chapa.


A disputa ganhou um novo elemento com a possibilidade de filiação de Simone Tebet ao PSB. A ministra recebeu convites para disputar o Senado por São Paulo em 2026. A mudança facilitaria acordos estaduais e reduziria a dependência do MDB paulista.


Caso se confirme, a filiação fortaleceria o PSB no maior colégio eleitoral do país e afastaria Tebet do MDB de São Paulo, que hoje apoia o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).


A estratégia de Lula com o MDB se apoia no peso do partido nos municípios e na força no Congresso. O risco é abrir desgaste com Alckmin, aliado central do governo. O vice já sinalizou que não disputará outro cargo caso deixe a chapa, mas manterá apoio a Lula.


Na noite da segunda-feira (9), Tarcísio de Freitas recebeu o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para uma conversa no Palácio dos Bandeirantes.


No encontro, o emedebista cobrou uma vaga na chapa majoritária de Tarcísio para o MDB, pondendo ser a vice do governador ou uma das duas vagas ao Senado.


O governador, por sua vez, respondeu que o pedido do MDB é legítimo, assim como o de outros partidos. Ele disse, porém, que só pretende discutir os nomes da chapa majoritária mais para frente.


Atualmente, a vice de Tarcísio é ocupada por Felício Ramuth (PSD). O governador tem sinalizado a intenção de manter Ramuth na chapa, mesmo que, para isso, o vice tenha de mudar de partido.


Já em relação às duas vagas ao Senado, uma já está prometida ao deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP). A outra ainda está em aberto.



Créditos: Poder360 e Metrópoles

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