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PF faz buscas contra Ciro Nogueira e diz que Vorcaro pagava R$ 500 mil por mês ao senador

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O senador é suspeito de receber quantias operacionalizadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro


A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (7) em endereços do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master.


Entre as principais suspeitas da PF, estão a de que o senador recebia quantias operacionalizadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do banco.


Felipe teria feito uma parceira "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil". O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.


Em nota, a PF afirma que a nova ação tem o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro.


O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que ainda está se informando da situação e que seu escritório acompanha a busca e informação.


São cumpridos, no total, dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. A operação é relatada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).


A decisão do ministro, segundo a Polícia Federal, autorizou o bloqueio de bens e contas no valor de R$ 18,8 milhões.


Segundo a decisão de Mendonça, as suspeitas contra Ciro envolvem, por exemplo, a apresentação de uma emenda que ampliaria a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.


A investigação apontou que "o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master, encaminhado por André Kruschewsky Lima [ex-executivo do Master] a Daniel Vorcaro, impresso e entregue em envelope endereçado a 'Ciro', no endereço residencial do senador".


"Ainda de acordo com a Polícia Federal, o conteúdo da versão entregue é 'reproduzido de forma integral pelo parlamentar' ao Senado, tendo VORCARO afirmado, logo após a publicação da proposta de Emenda, que o ato legislativo 'saiu exatamente como mandei'."


A PF apontou ter encontrado evidências de que o banqueiro Daniel Vorcaro bancou viagens e hospedagens de luxo para o senador. Vorcaro teria custeado hospedagens, deslocamentos e despesas de viagens internacionais de Ciro.


Um dos exemplos citados pela corporação envolve hospedagens no Park Hyatt New York, hotel cinco estrelas localizado em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos.


Documentos obtidos pela PF também indicam que Ciro Nogueira, o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e Daniel Vorcaro utilizaram voos ligados a uma empresa de táxi aéreo da qual o banqueiro era sócio até setembro de 2025.


Os deslocamentos ocorreram em 3 de novembro de 2024, em São Paulo, com trajetos entre o Kartódromo Ayrton Senna, em Interlagos, e o Aeroporto de Congonhas. Segundo os registros, um dos voos teve Ciro Nogueira como único passageiro.



Créditos: Folha SP e Metrópoles

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