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Pesquisa Meio/Ideia: Lula cai, Flávio Bolsonaro cresce e os dois empatam em 46% no 2º turno

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 2 dias
3 min de leitura

A diferença entre Lula e Flávio, que era de 5,5 pontos percentuais na pesquisa anterior, deixou de existir


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo a nova pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 9.


Os dois candidatos registram 46% das intenções de voto, em um cenário de aproximação após a redução da vantagem que Lula tinha na rodada anterior. Na comparação com o levantamento anterior, realizado em agosto, a distância entre os principais nomes testados diminuiu. Lula passou de 48,5% para 46%, uma oscilação negativa dentro da margem de erro da pesquisa de 2 pontos percentuais.


No mesmo período, o senador do PL passou de 43% para 46%. O movimento reduziu a vantagem que o presidente mantinha na rodada anterior e levou ao cenário de empate numérico nesta edição do levantamento.


A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro, que era de 5,5 pontos percentuais na pesquisa anterior, deixou de existir nesta rodada, com os dois candidatos registrando 46% das intenções de voto.


No confronto direto entre os dois, os eleitores que afirmam votar em branco ou nulo representam 3,5% da amostra. Outros 4,5% não souberam responder. No primeiro turno, os dois nomes mais competitivos da disputa eleitoral também aparecem empatados.


Lula aparece com 38,4% das intenções de voto, contra 37,3% do senador. A diferença de 1,1 ponto percentual coloca os dois nomes em empate técnico, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais.


Na pesquisa anterior, divulgada no início de agosto, o petista tinha 43% das intenções de voto e o senador do PL aparecia com 35%. Realizado antes do registro das candidaturas, o levantamento não tinha todos os candidatos que estão na disputa.


Os demais candidatos aparecem distantes dos líderes: o escritor e palestrante Augusto Cury registra 6,6%, seguido pelo empresário Renan Santos e pelo exgovernador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4%.


Entre os demais nomes testados no primeiro turno estimulado, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o influenciador Pablo Marçal (PRTB) aparecem com 1,5% cada. Samara Martins registra 0,7%; Rui Costa Pimenta, 0,4%; veterinário Wilson Grassi, 0,2%; e Hertz Dias, Clariana Barão e Edmilson Costa, 0,1% cada.


Os votos brancos e nulos somam 2,5%, enquanto 2,8% dos entrevistados afirmam não saber em quem votar.


No cenário espontâneo, quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, Lula também aparece à frente, com 30,7%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 28%.


A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro também aparece equilibrada no índice de rejeição. Na pergunta sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, os dois líderes concentram os maiores percentuais.


Lula aparece com 46,6% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45,7%. A diferença de 0,9 ponto percentual mantém os dois nomes em situação de empate técnico no indicador.


O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece na sequência, com 14,3% de rejeição. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 12,7%, seguido por Edmilson Costa, com 12,6%.


Na sequência aparecem Pablo Marçal, com 10,8%; Renan Santos, com 10,6%; Samara Martins, com 9,2%; Rui Costa Pimenta, com 8,9%; Hertz Dias, com 8,5%; Veterinário Wilson Grassi, com 8%; Augusto Cury, com 7,8%; e Clariana Barão, com 7,2%.


Entre os motivos apontados pelos eleitores para não votar em determinado candidato, o principal fator citado foi a relação com casos de corrupção.


Segundo a pesquisa, 48,5% dos entrevistados afirmaram que casos de corrupção são um motivo para rejeitar um candidato. Outros 8,3% citaram falta de propostas e 7,9% disseram não votar em candidatos considerados muito radicais.


A forma como Lula conduz seu trabalho como presidente é desaprovada por 48,4% dos entrevistados, enquanto 46,5% aprovam a gestão. Outros 5,1% não souberam responder.


A pesquisa eleitoral Meio/Ideia entrevistou 1.500 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas.


O levantamento foi contratado pelo Meio e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07935/2026.




Créditos: Exame

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