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Produtora de Dark Horse registrou em cartório pressão para delatar Flávio Bolsonaro

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 12 horas
2 min de leitura

Karina Gama diz ter registrado em cartório o que lhe foi comunicado por terceiros para preservar os fatos


A empresária Karina Ferreira da Gama relatou a aliados ter sofrido pressão para delatar o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).


Segundo interlocutores, ela foi abordada por pelo menos quatro pessoas ligadas ao governo Lula, sugerindo que, se ela não delatasse Flávio, seria presa.


Karina foi orientada a registrar os contatos que teve em cartório. Esse documento foi encontrado pela PF (Polícia Federal) nas buscas ocorridas no dia de ontem em sua residência.


O primeiro teria partido de Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney e dirigente da CBF. Segundo o relato dela, Fernando Sarney a procurou em 20 de maio de 2026, mas a conversa só ocorreu no dia 22, às 9h07.


Na ocasião, diz ela, Sarney "ofereceu-me apoio jurídico e afirmou possuir grande proximidade com o Ministro Flávio Dino" e declarou que poderia apoiá-la caso tivesse interesse em fazer uma delação.


O empresário Fernando Sarney negou ter mantido contato com Karina Gama. “Não conheço a Sra. Karina Gama e jamais mantive contato com ela ou com qualquer outra pessoa sobre suposta delação premiada envolvendo a produção audiovisual ‘Dark Horse’”, afirmou.


O segundo contato, em 27 de agosto, às 11h22, teria vindo de um pastor e amigo de longa data, que afirmou ter proximidade com integrantes do governo federal e com ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele teria dito que pessoas ligadas a essas autoridades pediram que transmitisse a ela a possibilidade de uma delação, apresentada como forma de retirá-la do risco de uma "complicação".


O terceiro é atribuído a um jornalista da revista Piauí, em 3 de setembro. Karina afirma que ele já havia questionado antes sobre uma eventual delação e que, nesse novo contato, disse que ela estaria "servindo de bucha de canhão para o candidato", dando a entender que poderia ser alvo de medidas judiciais caso não colaborasse. A CNN procurou a revista Piauí, que disse que não vai se manifestar.


Ao final, a empresária afirma que "a proximidade temporal e a convergência temática entre esses contatos" lhe causaram preocupação e receio de interferências políticas em sua situação jurídica. E conclui: "tenho receio de que alguma operação policial possa ser realizada contra a minha pessoa por retaliação política e não porque cometi algum ilícito".


Ela diz ter registrado em cartório o que lhe foi comunicado por terceiros para preservar os fatos e permitir verificação posterior pelas autoridades, e também para documentar que, antes de qualquer medida futura que pudesse atingir sua liberdade, já havia sido procurada com a proposta de delação.


O deputado federal Mario Frias (PL-SP) classificou como “cortina de fumaça” a operação da Polícia Federalque realizou buscas em sua residência nesta quinta-feira (10). Em vídeo publicado nas redes sociais após a ação, o parlamentar negou irregularidades, afirmou que vai colaborar com as investigações e entregar todos os documentos necessários e disse acreditar no arquivamento do caso. Foi a primeira manifestação de Frias sobre a operação. Assista o vídeo.




Créditos: CNN Brasil e G1

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