Pesquisa Gerp: Flávio Bolsonaro tem 36% e Lula, 34% no 1º turno; senador abre 7 pontos no 2º turno
- Jason Lagos
- há 12 horas
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A pesquisa foi realizada antes da divulgação do áudio entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um cenário estimulado de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Gerp divulgada n
O parlamentar registra 36% das intenções de voto, contra 34% do petista. Os dois estão tecnicamente empatados pela margem de erro do levantamento.
Na sequência, Ciro Gomes soma 6%, enquanto Romeu Zema aparece com 5%. Pablo Marçal registra 2%, e Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Samara Martins têm 1% cada. Rui Costa Pimenta e Cabo Daciolo não pontuaram. Os eleitores que afirmam votar em nenhum deles somam 4%, enquanto 8% não souberam responder.
Os dados regionais mostram um cenário fragmentado entre os dois principais nomes da disputa. Lula mantém vantagem no Nordeste, onde aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Já o senador do PL lidera no Norte, com 50%, e no Centro-Oeste, com 44%.
No Sudeste, Flávio Bolsonaro registra 34%, ante 31% de Lula. No Sul, Lula aparece numericamente à frente, com 38%, enquanto o senador tem 39%, dentro de uma diferença de um ponto percentual.
O levantamento também mostra diferenças por gênero. Entre os homens, Flávio Bolsonaro tem 41%, contra 30% de Lula. Já entre as mulheres, o petista lidera com 38%, enquanto o senador marca 31%.
O instituto também simulou um segundo cenário estimulado sem alguns pré-candidatos menores. Nesse recorte, Flávio Bolsonaro alcança 37%, enquanto Lula registra 35%. Ciro Gomes aparece com 7%, Romeu Zema soma 6% e Ronaldo Caiado registra 2%. Renan Santos tem 1%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro tem 31% e Lula aparece com 30%. Outros nomes ficam abaixo de 1%, enquanto 33% afirmam não saber em quem votar.
A pesquisa Gerp também simulou cenários de segundo turno entre Lula e possíveis adversários. No principal confronto testado, Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de voto, contra 43% de Lula. Outros 5% afirmam que não votariam em nenhum dos dois, enquanto 3% não souberam responder.
Em outro cenário, Lula aparece atrás de Ciro Gomes. O ex-ministro registra 40%, contra 38% do presidente. Os dois estão tecnicamente empatados. Nesse caso, 18% afirmam que não votariam em nenhum dos dois candidatos.
Contra Romeu Zema, Lula aparece com 43%, enquanto o governador mineiro soma 41%. O percentual de eleitores que rejeitam ambos os nomes chega a 12%, e 4% não responderam.
Já no confronto com Ronaldo Caiado, Lula registra 43%, contra 39% do governador de Goiás. O índice de eleitores que não votariam em nenhum dos dois é de 14%.
O petista também lidera em um eventual segundo turno contra Pablo Marçal. Lula aparece com 44%, enquanto o influenciador e empresário registra 37%. Nesse cenário, 16% afirmam rejeitar os dois nomes.
A pesquisa também mediu a rejeição dos pré-candidatos. Lula lidera o índice com 49%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 41%. Pablo Marçal aparece em terceiro, com 21%.
O instituto ouviu 2.000 cidadãos entre os dias 8 e 12 de maio. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95,55%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03369/2026.
A pesquisa foi realizada antes da divulgação do áudio entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Bolsonaristas dizem ter se surpreendido com o timing do vazamento do áudio e das mensagens.
O timing do vazamento teria sido estratégico. O material foi publicado pelo portal Intercept Brasil na quarta-feira (13), um dia após o governo derrubar a taxa das blusinhas. Caciques do PL consideram que houve uma ação coordenada para fragilizar Flávio.
Horas antes da publicação da reportagem, o instituto Quaest havia divulgado uma pesquisa na qual o presidente Lula voltou a aparecer um ponto à frente do candidato do PL em um eventual segundo turno, embora ainda empatado na margem de erro do levantamento.
Jornalistas que passaram pelo Intercept Brasil, como Leandro Demori, firmaram contratos para prestar serviços para emissoras públicas vinculadas ao governo Lula (como a EBC), o que gerou críticas de opositores sobre a relação entre profissionais de imprensa e a gestão federal.
Créditos: Exame e Metrópoles



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