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Nova pesquisa Datafolha acende alerta vermelho para candidatura de Lula em SP

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Segundo o Datafolha, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto, contra 30% de Fernando Haddad


A nova pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 5, reforçou um cenário que preocupa a estratégia eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. O levantamento mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com vantagem suficiente para liquidar a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes já no primeiro turno, uma preocupação da equipe de Lula, que busca manter um palanque competitivo em São Paulo de olho na acirrada disputa nacional contra Flávio Bolsonaro.


Segundo o Datafolha, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto, contra 30% de Fernando Haddad. Considerando apenas os votos válidos — critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição —, o governador alcança 52%, enquanto o ex-ministro da Fazenda registra 34%, percentual que garantiria a reeleição sem necessidade de nova votação. Em um eventual segundo turno, a vantagem permanece ampla: 53% a 37%.


A possibilidade de uma definição da eleição paulista já na primeira votação contraria um dos cenários considerados mais favoráveis ao PT. Auxiliares de Lula avaliam que uma campanha estadual prolongada manteria Haddad mobilizado, preservaria o debate político em São Paulo e garantiria ao presidente um palanque de peso durante toda a reta final da disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro.


A preocupação decorre da importância eleitoral do Estado, responsável por cerca de 22% do eleitorado brasileiro. Em eleições equilibradas, pequenas variações em São Paulo costumam produzir impacto direto no resultado nacional.


A própria experiência recente ajuda a explicar a atenção dedicada por Lula ao estado. Em 2018, Jair Bolsonaro construiu em São Paulo uma vantagem superior a 8 milhões de votos sobre Haddad, diferença decisiva para sua vitória nacional. Quatro anos depois, diante de Lula, essa margem caiu para menos de 3 milhões de votos.


A redução foi considerada um dos fatores que contribuíram para a vitória do petista na disputa presidencial, enquanto Haddad, mesmo derrotado por Tarcísio no governo paulista, ajudou a diminuir a vantagem bolsonarista no Estado.


Foi justamente por esse histórico que Lula concentrou esforços para montar um palanque competitivo em São Paulo. Além de convencer Haddad a disputar novamente o governo, articulou uma ampla composição envolvendo o vice-presidente Geraldo Alckmin, as ministras Simone Tebet e Marina Silva – pré-candidatas ao Senado –, além do ex-governador Márcio França, vice na chapa de Haddad, numa tentativa de ampliar o alcance da candidatura petista.


Um encerramento precoce da eleição paulista abriria espaço para dois movimentos distintos. O primeiro seria permitir que Tarcísio concentrasse sua atuação na campanha presidencial apoiada por seu grupo político. O segundo retiraria de Haddad a possibilidade de permanecer em campanha durante o segundo turno nacional, reduzindo a presença do PT no Estado mais populoso do país.


O cenário ainda pode se tornar mais favorável ao governador. A desistência de pré-candidatos posicionados mais à direita, como Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), tende a concentrar parte desse eleitorado na candidatura de Tarcísio, aumentando suas chances de confirmar a vitória ainda no primeiro turno.


O novo Datafolha, portanto, não apenas amplia a vantagem do governador sobre Haddad. Também recoloca no centro da disputa uma preocupação estratégica do PT: a possibilidade de chegar à fase decisiva da eleição presidencial sem uma campanha competitiva em andamento justamente no maior colégio eleitoral do país.


No cenário estimulado do primeiro turno, os números aferidos pelo Datafolha são os seguintes:


  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 46%

  • Fernando Haddad (PT): 30%

  • Vera Lúcia (PSTU): 5%

  • Carlos Machado (PCB): 4%

  • Vivian Mendes (UP): 4%

  • Em branco/nulo/nenhum: 8%

  • Não sabe: 3%


Segundo o Datafolha, Fernando Haddad tem 47% de rejeição, enquando Tarcísio de Freitas tem 29%.


Foram entrevistados 1.608 eleitores de 71 municípios entre os dias 1 e 3 de junlo de 2026. Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais e para menos. Registro na Justiça Eleitoral sob os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026.



Créditos: Revista Veja e Gazeta do Povo

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