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Bolsonaro quer manter Michelle na disputa pelo Senado; decisão deverá ser anunciada próximo da convenção

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

A previsão é que o anúncio oficial ocorra próximo do dia 25 de julho, quando a sigla fará sua convenção


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer manter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na disputa ao Senado pelo Distrito Federal mesmo em meio à crise com o filho mais velho, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ).


Segundo apurou a CNN, embora tenha ameaçado, em conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ficar fora da disputa, Michelle deve lançar sua candidatura ao Senado em breve.


A previsão é que o anúncio oficial ocorra próximo do dia 25 de julho, quando a sigla fará sua convenção nacional, em São Paulo, e confirmará Flávio como candidato ao Palácio do Planalto. Até lá, Michelle deverá evitar declarações públicas para não ampliar o desgaste familiar.


De todo modo, a ex-primeira-dama deve seguir se manifestando sempre que considerar que foi alvo de críticas, como ocorreu na semana passada, depois de ser criticada por dizer que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação do governo Lula, era um "sonho realizado". Michelle justificou tratar-se de uma pauta "acima da ideologia".


Na avaliação de amigos, com um mandato em mãos, a ex-presidente do PL Mulher muda de patamar e amplia a própria força.


Em meio aos atritos públicos com Flávio, Michelle comunicou a Valdemar Costa Neto, na semana passada, seu desligamento do comando do PL Mulher.


Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a eventual entrada de Michelle na disputa pelo Senado pode se tornar um fator de desagregação ainda maior.


Há ainda o receio de que a ex-primeira-dama passe a usar a própria campanha para promover críticas ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Até hoje, a ex-primeira-dama jamais admitiu a vontade de concorrer, pela primeira vez, a um cargo público, embora também nunca tenha negado essa possibilidade. Quando questionada, a agora ex-presidente do PL Mulher sempre diz que seu destino político está entregue a Deus e será definido junto com o marido, no tempo certo.



Créditos: CNN Brasil

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