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João Campos rebate críticas após fala sobre "ministro da eucaristia" gerar reação entre católicos

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

“Se der errado, a gente vira ministro da Eucaristia. Alguma coisa a gente vira”, afirmou o ex-prefeito


O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), reagiu nesta quarta-feira (20) às críticas recebidas após a circulação de um vídeo em que aparece que pode virar "ministro da eucaristia", caso perca a eleição, durante agenda política no município de Jupi, no Agreste pernambucano.

 

“Se der errado, a gente vira ministro da Eucaristia. Alguma coisa a gente vira”, afirmou o ex-prefeito recifense, ladeado pelo deputado federal Felipe Carreras (PSB), pelo ex-prefeito de Moreno, Dilsinho Gomes, e aliados. Todos caíram na risada.

 

A frase acabou virando meme e passou a ser compartilhada com força por apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD), que apresentaram a gafe como um desrespeito aos católicos.

 

Diante da repercussão, João publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que o conteúdo foi retirado de contexto e que a frase fazia parte de um “causo político” contado por ele e pelo pai, o ex-governador Eduardo Campos.

 

Na gravação, o socialista reforçou sua identificação com a religião católica e acusou setores da oposição de explorarem eleitoralmente o episódio em meio à intensificação de suas agendas pelo interior do Estado.

 

“Eu sou católico, eu sou cristão e tenho um orgulho arretado disso. E respeito todo mundo, respeito todas as igrejas, denominações religiosas”, declarou.

 

Sem citar nomes diretamente, João afirmou ainda que há uma “parte minoritária da oposição” tentando atacá-lo “a qualquer custo”. “Não vale tudo na política. Eu vou seguir fazendo a minha parte e levando a vida com leveza”, disse.

 

No vídeo divulgado nesta quarta, João Campos também fez referência a uma polêmica anterior envolvendo símbolos religiosos que carrega no pescoço. O episódio ocorreu após adversários questionarem o momento em que ele retirou uma corrente antes de uma caminhada política.

 

Segundo João, as medalhas têm valor afetivo e religioso, por terem sido encontradas após o acidente aéreo que vitimou seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, em 2014.

 

“Primeiro tentaram me atacar com as medalhinhas que eu carrego com muita fé e muito orgulho”, afirmou.

 

A repercussão ganhou força após vídeos de reação começarem a circular nas redes sociais, especialmente entre políticos ligados ao segmento conservador e católico.

 

O líder da oposição na Câmara do Recife, vereador Felipe Alecrim (Novo), criticou a fala de João, embora tenha afirmado não acreditar que ela tenha sido feita “por maldade”.

 

“Tem coisa que a gente não transforma em piada. Ser ministro extraordinário da sagrada comunhão não é um plano B de carreira”, afirmou.

 

Segundo o vereador, o ministério exercido dentro da Igreja Católica envolve “missão de serviço, fé e profundo respeito ao corpo de Cristo”.

 

Já o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também entrou na polêmica e classificou a declaração como inadequada.

 

“Virar ministro da eucaristia virou piada?”, questionou em vídeo publicado nas redes sociais.

 

Gilson afirmou ainda que ministros extraordinários da comunhão exercem papel importante junto a enfermos, idosos e pessoas impossibilitadas de frequentar missas. Em tom mais duro, acusou João de tratar um tema religioso “com blasfêmia e ignorância”.


 

Créditos: JC Online e Blog do Ricardo Antunes

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