Humberto Costa tenta levar a federação União Progressista para o palanque de Lula em PE
- Jason Lagos
- há 13 minutos
- 2 min de leitura

A União Progressista, resultado da união entre PP e União Brasil, possui sólida estrutura organizacional
Uma foto que circulou nas redes sociais e nos bastidores políticos de Pernambuco nessa quarta-feira (4) chamou a atenção e suscitou análises sobre os caminhos eleitorais de 2026. O registro mostra o senador Humberto Costa ao lado do deputado federal Eduardo da Fonte e de seu filho, o também deputado Lula da Fonte, ambos do PP. O encontro foi interpretado por analistas políticos como um sinal de articulação entre setores influentes do Progressistas e lideranças petistas.
Lula da Fonte tem atuado em favor de uma eventual aliança do grupo União Progressista — federação que reúne partidos com forte presença parlamentar — com a governadora Raquel Lyra (PSD) para as eleições de 2026, ainda que a definição formal não esteja fechada. Essa posição decorre de declarações públicas dele defendendo que a federação mantenha apoio ao projeto de reeleição de Raquel Lyra.
A União Progressista — resultado da união entre PP e União Brasil — ganhou importância estratégica justamente por sua capacidade de disponibilizar tempo de rádio e TV e estrutura organizacional substancial, fatores considerados relevantes em disputas majoritárias. Em Pernambuco, o controle estadual do bloco está ligado ao PP, liderado por Eduardo da Fonte, o que tende a fortalecer o palanque governista no Estado.
Por outro lado, no campo petista há ainda debate interno e indefinição. Lideranças como o próprio senador Humberto Costa têm dito que qualquer decisão sobre alianças no estado ainda é prematura e que o foco principal do PT continua sendo o projeto nacional do presidente Lula, com decisões sobre apoios estaduais discutidas em instâncias partidárias mais amplas.
A imagem dos líderes pepistas com Humberto Costa alimenta interpretações de que articulações políticas estão em andamento e que, apesar de possíveis afinidades ou orientações públicas de aliados, o “martelo” sobre alianças formais ainda não foi batido.
Créditos: Blog do Mário Flávio




Comentários