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Datafolha traz nesta quinta-feira o primeiro termômetro do ano da disputa em Pernambuco

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Trata-se do primeiro retrato amplo do ano eleitoral e funciona como um marco para medir forças


A divulgação da primeira rodada da pesquisa Datafolha em Pernambuco, nesta sexta-feira (6), carrega um peso político que vai além dos percentuais que aparecerão.


Trata-se do primeiro retrato amplo do ano eleitoral e funciona como um marco para medir forças após um janeiro marcado por tensão, ataques cruzados, pedidos de impeachment negados, outros incentivados e intensa disputa de narrativas entre os principais dois nomes da vez no estado: João Campos e Raquel Lyra.


Na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas, o embate entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), ganha contornos ainda mais relevantes diante da disputa simbólica e prática pelo apoio do presidente Lula.


João iniciou o ciclo como franco favorito, sustentando índices elevados desde 2024, mas já vinha demonstrando sinais de desaceleração. A expectativa em torno da pesquisa é saber se ele permanece acima da marca de 50% ou se o cenário passa a indicar uma eleição mais competitiva.


Do outro lado, a governadora reorganizou sua comunicação, reforçou a agenda administrativa e investiu na construção de pontes com o governo federal, o que ampliou sua presença no centro do eleitorado. Se crescer e diminuir a distância, é sinal de que a eleição em 2026 caminha aberta e será decidida voto a voto.


Depois de um janeiro dominado por ataques diários de parte a parte, denúncias cruzadas e disputa permanente nas redes sociais, o levantamento vai colocar as campanhas diante do primeiro teste fora das próprias bolhas.


Quem crescer agrega apoios. Quem perder tração pode perder espaço. A eleição, que meses atrás sugeria vantagem confortável para um lado, agora se apresenta cada vez mais aberta e imprevisível.


João Campos (PSB) iniciou o ciclo como franco favorito, desde 2024. Reuniu patamares próximos de 70 por cento das intenções de voto em alguns levantamentos e conduziu uma estratégia de preservação de vantagem.


Mas a sequência de pesquisas mostrou desaceleração. A liderança permanece e não é pequena, mas a margem encolheu e a hipótese de ficar abaixo de 50% pela primeira vez na estimulada do Datafolha altera o ambiente político.


Já Raquel Lyra (PSD) percorre trajetória de crescimento, embora não se saiba ainda se a ascensão perdurará. A governadora partiu de um patamar próximo aos 20%, reorganizou a comunicação, concentrou anúncios administrativos no fim do ano passado e transformou a gestão em ativo eleitoral. A curva indica consolidação gradual.


A redução da distância fortalece a percepção de viabilidade e reorganiza o tabuleiro. A governadora amplia presença no centro do eleitorado e assume postura ofensiva, com agenda de contraste direto em relação ao adversário.


Além do governo, a pesquisa também lança luz sobre a disputa pelo Senado, um componente decisivo para o desenho das chapas e que pode surpreender bastante nos próximos meses.



Créditos: Blog do Elielson e JC Online

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