Governo Trump chama Moraes de 'ator maligno' e compara ministro e esposa a casal de criminosos
- Jason Lagos
- 23 de set. de 2025
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O governo dos Estados Unidos chamou nesta segunda-feira (22) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "ator estrangeiro maligno" e fez referência ao famoso casal de criminosos Bonnie e Clyde ao justificar a aplicação de sanções à esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Viviane Barci de Moraes foi alvo nesta segunda de sanções do governo norte-americano com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Viviane de Moraes é facilitadora e protetora de Moraes, a quem chamou de "ator estrangeiro maligno".
Já o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent afirmou que a ação foi tomada porque Viviane fornece uma "rede de apoio financeiro" ao marido, que já havia sido sancionado em julho.
Em comunicado sobre a sanção à esposa de Moraes, afirmou que "não existe Clyde sem Bonnie" — em referência ao casal dos EUA Bonnie Parker e Clyde Barrow, que ganharam notoriedade por uma série de assaltos e assassinatos no início da década de 1930, que cometiam sempre juntos.
Com a sanção desta segunda, todos os eventuais bens de Viviane nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ela.
Também nesta segunda-feira, o governo Trump revogou os vistos americanos do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de outras cinco autoridades do Judiciário brasileiro.
Viviane tem 56 anos e é advogada. O governo Trump também aplicou a Magnitsky nesta segunda à Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa de advocacia sediada em São Paulo da qual Viviane e dois dos três filhos do casal são sócios.
Os Estados Unidos estudam revogar o visto de Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército Brasileiro. A medida passou a ser discutida porque, na visão do governo de Donald Trump, o general teria sido indicado ao posto por Alexandre de Moraes e garantiria respaldo da cúpula militar a decisões do ministro no STF.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos mapeou um histórico de reuniões de Alexandre de Moraes com o general Tomás. A tese levantada pela Casa Branca é que determinações do magistrado, inclusive alvejando militares, foram definidas após alinhamento prévio com o comandante do Exército Brasileiro.
A perda do visto do general Tomás é discutida no âmbito de novo pacote de sanções, que inclui também integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Uma eventual sanção ao general teria potencial de impactar parcerias militares atualmente em curso.

Créditos: G1 e Metrópoles




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