Laudo da Polícia Federal pode abrir caminho para prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
- Jason Lagos
- há 1 dia
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O parecer médico passou forma a ser tratado como peça decisiva para o futuro do processo de Bolsonaro
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao foco das articulações políticas depois da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinando uma avaliação médica imediata. A medida abriu espaço para novas interpretações principalmente entre os aliados do político liberal.
Moraes ordenou que uma junta da Polícia Federal (PF) examine o quadro clínico do ex-presidente e indique assim as condições necessárias para o cumprimento da pena. O relatório deve seguir para o Supremo em até dez dias. Entre as exigências de Moraes estaria um posicionamento claro da PF.
O ministro quer saber se a permanência de Bolsonaro na Papudinha, onde está custodiado, representa risco agravado às suas doenças. O tribunal discute também se a prisão domiciliar seria a alternativa mais adequada. Aliados avaliam que a solicitação sugere uma eventual revisão das condições de custódia.
O parecer médico passou dessa forma a ser tratado como peça decisiva para o futuro do processo. Nos últimos dias, houve intensa movimentação de figuras próximas a Bolsonaro para dialogar com ministros do Supremo. O objetivo era explicar as preocupações da família, bem como reforçar a necessidade de atenção ao estado clínico do ex-presidente.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou das conversas e adotou tom descrito como discreto e conciliador. Interlocutores relatam que ela buscou apresentar argumentos ligados ao bem-estar físico e emocional do marido. Além de Michelle, outros nomes do entorno do ex-presidente teriam procurado ministros para tratar do tema.
Entre eles estaria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com contatos diretos e por telefone. As conversas envolveram, além de Moraes, ministros como Gilmar Mendes e André Mendonça. A expectativa é que o laudo da PF possa motivar uma eventual reavaliação do regime de prisão em vigor.
Créditos: Revista Oeste




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