Flávio já deve se lançar candidato a presidente em 2030 para barrar Tarcísio e Michelle

O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve se declarar já nos próximos dias candidato a presidente nas eleições de 2030.
A intenção é barrar desde já a possibilidade de o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) se firmar como o nome da direita para a sucessão de Lula, e também evitar a ascensão de Michelle Bolsonaro (PL) como liderança e nome viável para a disputa presidencial.
Flávio debate agora com o irmão, Eduardo Bolsonaro, e com aliados desse ramo da família nos EUA o melhor momento de fazer o lançamento.
De acordo com interlocutores do ex-candidato, a alteração da carta divulgada por ele na quinta (28) já é o primeiro recado de que os filhos de Bolsonaro não vão abrir mão de tentar liderar o eleitorado de direita que até agora se mostrou fiel a seu grupo político.
Depois de divulgado o documento em que Flávio se autodeclarava o "presidente eleito do Brasil", ele alterou a afirmação para "líder" do país.
Um aliado próximo afirma que a alteração foi feita para mostrar que "não haverá outra liderança na direita que não seja o Flávio".
Na carta, o ex-candidato afirmou "aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger" que, como eles "não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política", será ele, Flávio, o líder da oposição.
Os aliados mais próximos de Flávio neste momento já criticam duramente Tarcísio de Freitas, que já começou a ser alvo de bombardeio nas redes —especialmente depois que, nesta quinta (29), deu longa entrevista ao jornal Estado de S. Paulo e admitiu que pode ser candiato a presidente em 2030.
"Já está aí se ouriçando", disse o influenciador digital Kim Paim em seu programa no YouTube, divulgando críticas que diziam que Tarcísio "fez corpo mole" no primeiro turno das eleições deste ano e agora já se une à "mídia liberal" para já se colocar como opção para 2030, descartando a família Bolsonaro.
No PL, parlamentares tentam entender os próximos passos da família Bolsonaro, enquanto parte da sigla já dá sinais de tentar buscar maior moderação.
Em meio às dúvidas sobre o futuro político de Flávio a partir de solo americano, o partido também procura se reorganizar e fazer contas para outras disputas de peso: as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.
Aliados de Flávio no Brasil ainda buscam respostas para as várias interrogações sobre a estratégia da direita e sobre quem vai efetivamente conduzir as articulações do grupo daqui para frente.
Há um consenso de que a fuga do senador dificulta as interações e negociações com a própria bancada do PL. Para parte dos aliados, trata-se de um capital político de quase 60 milhões de votos que corre o risco de ficar subutilizado ou até esfacelado.
Embora apoiem a tese de perseguição política, correligionários de Flávio ainda esperam um sinal mais claro de como se posicionar, especialmente depois da visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente e pai de Flávio, Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar, nesta quinta-feira (29).
Créditos: Folha SP e CNN Brasil




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