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EUA expulsam delegado da PF após episódio da detenção de Alexandre Ramagem

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

O delegado Marcelo Ivo (E) atua como oficial de ligação da PF brasileira em Miami desde agosto de 2023


Os Estados Unidos decidiram determinar a saída do País do delegado Marcelo Ivo que, segundo as autoridades do país, tentou “manipular” o sistema de imigração, “contornar pedidos formais de extradição” e “estender perguições políticas ao território dos Estados Unidos”. O anúncio foi feito pela conta oficial do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental no Departamento de Estado.


O pedido de saída do país se deu depois do episódio da detenção pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE) e posterior soltura do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado e que fugiu para os Estados Unidos.


O delegado Marcelo Ivo atua como oficial de ligação da PF brasileira em Miami desde agosto de 2023. Sua atuação é junto ao Departamento de Segurança Interna dos EUA, responsável por questões como imigração e terrorismo.


Inicialmente prevista para dois anos, a missão foi prorrogada em março de 2025 por mais um ano, estendendo sua atuação no país a partir de 17 de agosto de 2025, ainda no âmbito das ações de cooperação internacional em segurança e imigração.


Ramagem compartilhou a publicação da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil no X (antigo Twitter). Já o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou a saída do delegado brasileiro do país. Em publicação no X, o Eduardo afirmou que a “Polícia Federal quis dar uma de malandra”.


“O caso do Ramagem, que seria um caso de extradição, porque ele tem uma condenação injusta no Brasil, a Polícia Federal tentou driblar as autoridades americanas e tratar o caso como um caso de deportação por status migratório incorreto, que na verdade também não se configura porque o Ramagem está legal nos Estados Unidos e com pedido de asilo válido”, afirmou.


Em nota oficial na época da detenção, a Polícia Federal alegou ter se tratado de uma cooperação policial internacional entre autoridades dos dois países.


“A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA”, dizia a nota da Polícia Federal. “O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, complementou a corporação brasileira sobre o episódio que, agora, acabou levando ao pedido de saída do país do delegado Marcelo Ivo.


Carvalho é delegado da Polícia Federal há mais de duas décadas. Ao longo da carreira, ocupou cargos de destaque na corporação, como o de superintendente da Polícia Federal na Paraíba entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2023, além de ter sido delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado em São Paulo, função que exerceu entre 2018 e 2021. Em 2016, também chefiou a Delegacia da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.


Em outubro de 2016, Marcelo Ivo atropelou e matou um trabalhador numa rodovia de Sorocaba, dirigindo embriagado e com a carteira de habilitação vencida havia mais de um ano — mas não perdeu o cargo nem foi responsabilizado criminalmente.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira 21, que avalia reagir com base no princípio da reciprocidade diante da decisão do governo dos Estados Unidos de determinar a saída do delegado brasileiro do país. O petista declarou que não conhece todos os detalhes do caso, mas indicou que pode adotar medida equivalente contra um cidadão norte-americano no Brasil.



Créditos: Correio do Povo

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