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Dias Toffoli e Alexandre de Moraes pressionam Senado contra CPMI do Master, diz jornal

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Os dois ministros têm relações pessoais com Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm atuado diretamente para impedir a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. Segundo interlocutores do Congresso ouvidos pelo jornal O Globo, a pressão recai sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm relações pessoais com Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação. Nesse sentido, a oposição quer esclarecer os contratos milionários entre o Master e familiares dos ministros. Parlamentares também avaliam que a CPMI pode revelar interferências no Banco Central (BC) e no processo de supervisão do setor financeiro.


Ao O Globo, três fontes próximas ao Senado confirmaram a pressão sobre Alcolumbre. Segundo esses relatos, Toffoli e Moraes acreditam que CPMI poderia desgastar ainda mais a imagem do STF.


Na terça-feira 3, os parlamentares formalizaram o pedido de instalação da comissão. O requerimento reúne 281 assinaturas — 42 senadores e 239 deputados —, número superior ao mínimo exigido. O Partido Liberal (PL) lidera a mobilização com 89 nomes.


A atuação de Viviane Barci, mulher de Moraes, figura entre os principais alvos da oposição. Conforme documentos obtidos pelo Congresso, o contrato da advogada com o Master previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, por três anos, totalizando R$ 130 milhões.


A cláusula contratual envolvia atuação em órgãos como Receita Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e BC, mas nenhum deles confirma serviços efetivos prestados.


Durante depoimento ao STF, Vorcaro não foi interpelado sobre o vínculo com Viviane. Por outro lado, os ministros temem que, em uma CPMI, familiares possam ser convocados a depor sobre contratos com indícios de favorecimento.


Além de Moraes, a oposição pretende investigar o envolvimento de Toffoli com o Resort Tayayá, no Paraná, que abriga uma residência de luxo usada pelo ministro. O jornal O Estado de S. Paulo revelou que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, é dono de fundos que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no empreendimento.


O caso tem repercussão direta no STF porque Toffoli atua como relator do processo relacionado ao Master. Desde o início, ele adotou medidas polêmicas, como impor sigilo à investigação, ordenar acareação antes dos depoimentos e determinar o envio de material da Operação Compliance Zero diretamente ao seu gabinete.


O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), autor do requerimento da CPMI, afirma que a comissão tem base legal para investigar assessores e familiares dos ministros. Ele sustenta que “não dá para varrer a sujeira para debaixo do tapete” e defende o afastamento de Toffoli da relatoria do caso.


No documento, Jordy também propõe apurar “omissões regulatórias, pressões institucionais ou tentativas de interferência indevida” nas decisões do BC. Entre os episódios, o parlamentar menciona a movimentação de Moraes junto ao presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, em pelo menos quatro ocasiões para tentar interceder a favor do Master.



Créditos: Revista Oeste


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