Desembargador do TRE-PE determina remoção de 14 postagens sobre prisão de "operador do PSB"

A prisão preventiva de João Guilherme de Godoy Ferraz foi determinada porque ele teria destruído provas
O desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo atendeu a um pedido da campanha de João Campos e determinou a remoção imediata de 14 postagens que tratavam do pedido de prisão preventiva que a Justiça Federal expediu contra o ex-secretário de Governo da Prefeitura do Recife João Guilherme de Godoy Ferraz.
A decisão já foi cumprida pela Meta/Facebook, que inclusive indisponibilizou para todo o País uma reportagem do Blog Manoel Medeiros do último sábado (5), que revelou que João Guilherme é investigado no âmbito da Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE).
A exposição do "currículo" dele, que foi braço direito do ex-prefeito João Campos, e manteve influência na administração municipal, não poderá mais ocorrer conforme decisão judicial. Três postagens do blog do jornalista Ricardo Antunes, que noticiou a decretação da prisão com exclusividade, também foram removidas a partir da mesma decisão.
A prisão preventiva de João Guilherme de Godoy Ferraz, investigado em pelo menos mais três episódios com suspeitas de corrupção, foi determinada pelo juiz federal da 13ª Vara do Recife, Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho porque ele teria destruído provas. Segundo informações em apuração, até o momento ele ainda não se apresentou à Justiça.
Para justificar sua decisão, o desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo escreveu o seguinte: “A plausibilidade jurídica decorre da forma concreta pela qual determinadas publicações ultrapassam a situação individual do investigado e projetam sua carga negativa sobre o PSB, João Campos ou sua administração, ou alteram elementos temporais, funcionais e investigativos relevantes para a compreensão do acontecimento. Mostram-se relevantes as peças que utilizam o partido como elemento central de manchetes relacionadas a prisão e condição de foragido, que atribuem ao PSB uma “coleção de escândalos” ou que associam visualmente João Campos a investigação e documentos judiciais sem individualização de conduta sua”.
O mandado de prisão contra João Guilherme Ferraz, emitido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) na última sexta-feira (4), foi literalmente ignorado pelos principais veículos de comunicação de Pernambuco. Noticiado até pelo portal O Antagonista, o caso envolvendo o principal “operador do PSB” no Estado foi ignorado pelo Jornal do Commercio, pela Folha de Pernambuco, pelo Diário de Pernambuco e até pelo portal G1 PE.
O Antagonista lembrou que João Guilherme de Godoy Ferraz “é acusado de receber pagamentos de empresa contratada pela Prefeitura durante a gestão de Geraldo Julio (PSB)” e que ele é “investigado pela Polícia Federal por suspeita de receber propina de uma empresa terceirizada contratada pela Prefeitura em 2020”. Essa empresa terceirizada em questão recebeu mais de R$ 150 milhões na gestão de João Campos (PSB).
Segundo o jornalista Ricardo Antunes, João Guilherme Ferraz pode estar escondido no haras do advogado Ademar Rigueira, em Limoeiro, no Agreste. Além de ser criadouro de equinos da raça Campolina, negociados a preço de ouro, o Haras Capibaribe é o refúgio de Rigueira, um dos criminalistas mais influentes do País e tábua de salvação de agentes públicos do PSB implicados em crimes contra a administração pública.
Créditos: Blog Manoel Medeiros e Blog do Ricardo Antunes



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