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Decisão de Flávio Dino sobre amiga de Lulinha gera onda de pedidos e ameaça CPMI

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 5 de mar.
  • 2 min de leitura

Até a noite desta quarta-feira (4), já havia pelo menos mais cinco pedidos de extensão da decisão


A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino de suspender a quebra de sigilo fiscal, bancário e telemático da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, feita pela CPMI do INSS, levou a uma enxurrada de pedidos de extensão da decisão a outros alvos da comissão.


Até a noite de quarta-feira (4), já havia pelo menos mais cinco pedidos de extensão da decisão. Um deles o do próprio Lulinha, divulgado pela sua defesa na própria quarta-feira.


Mas além do filho do presidente Lula, apresentaram pedidos nomes de relevantes como o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master Augusto Lima, peça-chave em razão de sua relação com o PT da Bahia.


Os argumentos são os mesmos utilizados por Roberta Luchsinger e referendado por Dino: o de que a CPMI não poderia ter aprovado a quebra de sigilo em uma votação em bloco, mas apenas se fosse feita por meio de análise individualizada do requerimento.


Além dele, fizeram o pedido ao STF a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, Marcio Alaor de Araujo (ex-BMG) e a empresa PKL One Participações.


Mas como o bloco aprovado pela CPMI tinha a quebra de sigilo de 14 pessoas físicas e 35 pessoas jurídicas, a expectativa é de que ao longo desta quinta-feira (5) haja uma enxurrada de novos pedidos.


Aliados do presidente Lula avaliam que o ministro do STF Flávio Dino cometeu um erro estratégico na decisão em que suspendeu a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger.


A forma como Dino escreveu levou lideranças governistas a interpretarem que a decisão também beneficiava automaticamente o filho do presidente. A assessoria do ministro, então, esclareceu à imprensa que o despacho beneficiava apenas Roberta.


Para aliados e até de ministros do governo Lula, Dino errou justamente ao enfatizar que a decisão contemplava só a empresária. O erro levará o ministro a ter de dar outra decisão analisando um pedido diretamente de Lulinha.



Créditos: CNN Brasil e Metrópoles

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