top of page

Bolsonaristas renovam ofensiva contra STF, mas cúpula do Congresso espera validação de dosimetria

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

A ação é uma resposta à decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a Lei da Dosimetria


A oposição bolsonarista no Congresso decidiu renovar a investida em pautas anti-STF (Supremo Tribunal Federal) e na anistia de condenados por um suposto golpismo como resposta à decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a Lei da Dosimetria, ainda que não haja grande expectativa de que as matérias avancem neste ano.


A ofensiva tem quatro frentes —a anistia geral a Jair Bolsonaro (PL) e demais condenados, inclusive os presos do 8 de Janeiro; o impeachment de Moraes; a pressão pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master e a PEC (proposta de emenda à Constituição) que restringe decisões monocráticas da corte.


O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou, nesta segunda-feira (11), que vai protocolar uma nova PEC pela anistia em resposta à decisão de Moraes. Sem apoio do centrão e da cúpula do Congresso, tentativas anteriores de anistia total não avançaram, e bolsonaristas admitem que seguem em minoria na defesa dessa causa.


A estratégia da oposição, contudo é manter o debate ativo, em busca de um contexto político mais favorável no ano que vem, quando a direita espera ter maioria na Câmara e no Senado.


A avaliação, no momento, é que a decisão de Moraes de não aplicar a Lei da Dosimetria a condenados do 8 de Janeiro não poderia ficar sem uma resposta política. Bolsonaristas dizem acreditar, ainda, que a atitude controversa do ministro poderia até ampliar o apoio de outros grupos políticos mais ao centro a essa agenda anti-STF.


A cúpula do Congresso, porém, acredita que o plenário do STF deve validar a Lei da Dosimetria ao julgar sua constitucionalidade, o que iria contribuir para arrefecer o novo embate entre a oposição e a corte.


Parlamentares que tiveram contato com ministros do STF ao longo do fim de semana relatam que Moraes não deve demorar a enviar para deliberação do plenário as ações que questionam a lei, das quais ele também é relator —impetradas pela federação PSOL-Rede e pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa).


Eles afirmam ainda que a maior parte dos ministros do STF tem o entendimento de que a redução de penas é uma prerrogativa do Parlamento e que eles devem validar a lei até para evitar um novo conflito com o Congresso.


Desde sábado (9), o ministro tem dado decisões e suspendido a lei em ações dos condenados pelos ataques golpistas. No entanto, ele ainda não deu decisões nas ações que questionam a Lei da Dosimetria em si, método questionado por outros integrantes da corte.


Por meio das ações de controle de constitucionalidade, ele poderia ter concedido uma liminar para suspender temporariamente a lei de forma geral. Mas isso levaria, de acordo com o regimento do STF, necessariamente ao encaminhamento da decisão para referendo do plenário.


O projeto de lei da redução de penas, que ficou conhecido como Dosimetria, foi aprovado por ampla maioria em dezembro, acabou vetado por Lula (PT) e, novamente, a maior parte dos parlamentares se posicionou a favor da lei, derrubando o veto no último dia 30.


Em nota a respeito da nova PEC da anistia, Sóstenes afirmou que a resposta ao "novo abuso" de Moraes seria dada através do Parlamento e criticou penas desproporcionais e perseguições políticas.


Autor do requerimento de uma CPI mista do Master, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) disse que "o embate vai se intensificar". "Moraes já mostrou que não quer pacificação. Muita gente está cética com a realização de uma CPI no ano eleitoral, mas tem vários parlamentares dispostos, até para colher evidências para um impeachment do ministro."


Já a PEC que restringe as decisões monocráticas de ministros do STF foi lembrada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), no fim de semana. Ele divulgou uma nota criticando o fato de Moraes, "um único homem não eleito", ter invalidado uma norma aprovada pelo Congresso.



Créditos: Folha de SP

Comentários


81 9.9937-2020

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn

©2023 por Blog do Jason Lagos. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page