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Aécio Neves desiste de candidatura e diz que PSDB não lançará nome ao Planalto este ano

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

“Nossa decisão é concentrar todos os esforços na retomada do protagonismo do PSDB via Congresso"


O deputado federal e presidente nacional do PSDB Aécio Neves desistiu da sua pré-candidatura a presidente da República. Além de ele próprio se retirar da corrida, o parlamentar confirmou que seu partido não lançará nenhum nome e que, por enquanto, também não pretende apoiar nenhum dos outros presidenciáveis.


A informação foi veiculada pelo próprio Aécio em uma entrevista ao jornal Estadão e confirmada pela reportagem de VEJA nesta quinta-feira, 9.


A pesquisa mais recente sobre a corrida para a presidência da República, divulgada na última quarta, 8, pelo instituto Meio/Ideia, mostra Aécio Neves com 2% das intenções de voto, empatado na margem de erro com vários outros nomes, como Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).


Outras pesquisas divulgadas nas últimas semanas também mostraram Aécio dentro desse patamar: um levantamento da AtlasIntel/Bloomberg publicado em 1º de julho mostrou que o tucano, junto com o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), têm 1,7% das intenções de voto dos eleitores.


Apesar de já ter disputado a presidência em 2014 e ter perdido para Dilma Rousseff (PT) por uma margem pequena (o tucano fez 48,36% dos votos), na conjuntura de 2026 o cacique tucano não conseguiu furar a bolha da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).


“Não vou fazer uma travessia solitária. Isso só tem sentido se tiver alguma possibilidade de uma aliança maior com outras forças políticas”, disse o parlamentar à CNN Brasil.


No primeiro turno da disputa, ainda é possível que o PSDB, que compõe uma federação com o Cidadania, apoie alguma candidatura de centro, o que estará na pauta das próximas reuniões do grupo. Já no segundo turno, a ideia por enquanto é manter neutralidade e não apoiar nem Lula nem o herdeiro do clã Bolsonaro.


O nome de Aécio também vinha sendo ventilado para disputar o Senado por Minas Gerais, o que, segundo ele, permanece em aberto. Ele foi governador do Estado por dois mandatos consecutivos (2003 a 2010) e já ocupou uma cadeira no Senado (2011 a 2019).


“Nossa decisão é concentrar todos os nossos esforços na retomada do protagonismo do PSDB via Congresso Nacional e, a partir daí, preparar um projeto para o Brasil em 2030. Aí sim, com uma candidatura presidencial, mas com bases sólidas”, explicou Aécio.



Créditos: Revista Veja e Correio da Manhã

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