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Alianças frágeis ampliam pressão sobre campanha de Flávio Bolsonaro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Parlamentares avaliam que as definições mais relevantes deverão ocorrer após o período das convenções


A federação formada por PP e União Brasil iniciou nos últimos dias um processo de afastamento do projeto eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lideranças das duas legendas passaram a defender internamente uma postura de neutralidade na eleição presidencial após sucessivos desgastes na relação com Flávio.


No PP, interlocutores afirmam que o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), ficou insatisfeito com a falta de apoio de Flávio durante as investigações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.


Já no União Brasil, o desconforto aumentou após a prisão do aliado Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), apontado como pré-candidato ao Senado em uma eventual chapa liderada pelo senador — no episódio, avaliam dirigentes, Flávio também adotou uma postura de silêncio.


A eventual neutralidade da federação representa um revés para a estratégia do PL de ampliar sua coalizão. Diante desse cenário, o partido intensificou as negociações com o Republicanos para consolidar uma aliança nacional antes das convenções partidárias.


Em Brasília, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), reuniram-se com dirigentes do Republicanos para discutir acordos que envolvem disputas estaduais e apoio mútuo.


O Republicanos busca respaldo do PL em estados como Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Roraima e Minas Gerais, enquanto o partido de Flávio espera receber o apoio formal da legenda à corrida presidencial. As conversas, no entanto, ainda esbarram em impasses regionais, que deverão ser solucionados nas próximas semanas.


O deputado federal Silvio Costa Filho, presidente do Republicanos em Pernambuco, garantiu que o diretório estadual do partido apoiará o presidente Lula (PT) nas eleições, mesmo que a Executiva Nacional do partido decida por neutralidade ou por aliança com o PL


Além do apoio a Lula, Silvio Costa Filho confirmou que o partido estará junto na chapa de João Campos (PSB) para o Governo de Pernambuco.


Nos bastidores do Congresso, parlamentares avaliam que as definições mais relevantes deverão ocorrer apenas após o período das convenções, quando o desenho das coligações estaduais indicará, de forma mais clara, o tamanho das alianças que disputarão o Planalto em 2026.


Paralelamente às negociações partidárias, o PL reorganiza a estratégia de comunicação da pré-campanha de Flávio. Após o distanciamento político da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a direção do partido decidiu ampliar o protagonismo da dentista Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, especialmente em agendas voltadas ao eleitorado feminino.


Mesmo com a decisão de empoderar politicamente a esposa, Flávio afirmou, nesta quinta-feira (9), ainda contar com a participação da madrasta em sua campanha. De acordo com o senador, Michelle deverá declarar seu apoio “no tempo dela”.


“Eu estou sempre aberto aqui a conversar, sempre esperando o tempo que ela achar que é o suficiente para estar com a gente na campanha, vestindo a camisa, porque eu tenho certeza de que a Michelle pensa igual a mim. Tem que estar todo mundo junto para combater esse inimigo do Brasil que é o atual governo”, disse Flávio Bolsonaro à CNN Brasil.



Créditos: Correio Braziliense, Folha PE e Correio da Manhã

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