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Eduardo da Fonte diz que Federação não dará apoio a Raquel, caso sua candidatura ao Senado seja recusada

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Caso Raquel Lyra perca o tempo de TV da Federação, o seu tempo total se resumirá a 30% da propaganda


O deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual da Federação União Progressista, revelou esta quarta-feira a deputados do PP que se a governadora Raquel Lyra recusar o seu nome como candidato ao Senado o que resta ao grupo é a opção pela “independência” na eleição para governador.


“Não vou apoiar João Campos”- disse ele a um desses parlamentares. Vamos fazer nossa campanha só para a eleição proporcional de forma a garantir uma forte bancada estadual e federal.” Ele adiantou que numa situação dessas os deputados podem acompanhar a governadora e pedir votos para ela em eventos, mas não na televisão, pois a condição de independência impede que isso seja feito.                     


A um amigo Eduardo da Fonte adiantou que também não vai disputar o Senado, o que poderia ocorrer de forma avulsa, como vai fazer o PL com a candidatura de Silvio Nascimento e o partido Novo com Carlos Sant’Anna. A opção seria limitar a atuação do PP à eleição proporcional, liberando os filiados de compromissos de candidaturas majoritárias.


Caso Raquel venha perca o tempo da Federação na TV, que é correspondente aos 106 deputados federais que ela possui, seu tempo de propaganda passa a ser um pouco mais de 30% do total disponível. Já João Campos ficaria perto de 50%, uma vez que possui o apoio da Federação PT/ PV/PCdoB, que tem 89 deputados federais.


O prejuízo para Raquel  podia ainda ser maior se o tempo da Federação e do PL, que também não terá candidato a governador, não fosse por lei distribuído equitativamente. Mesmo sem apoio do PL ou se não tiver o apoio da Federação ela vai ficar com uma parte considerável do tempo dos dois, embora a fatia maior no geral fique com João Campos.


O presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, afirmou nesta quarta-feira (8) que conduziu de forma transparente as negociações para a composição da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra e defendeu que o Progressistas conclua as discussões sobre sua participação no grupo político . As declarações foram dadas durante conversa com a imprensa na Fenearte, em Olinda, antes da chegada da governadora ao evento.


Segundo Miguel, o prazo de 48 horas solicitado pelo PP para responder ao convite feito por Raquel Lyra se encerra sem espaço para novos adiamentos. Na avaliação do dirigente do União Brasil, a ausência de uma definição também representa uma posição política e abre caminho para que a governadora tome uma decisão sobre a formação da chapa.


"Pediram um tempo para pensar, 48 horas. Deixa passar o prazo para saber o que é que vai fazer. Mas também, se não tiver resposta, é resposta. Você pede um tempo para pensar e não responde, o silêncio também é uma resposta. Isso vai legitimar ela tomar a decisão e as medidas que precisam ser tomadas", declarou.


O ex-prefeito de Petrolina afirmou que cabe agora ao Progressistas definir se permanecerá no projeto político liderado por Raquel Lyra ou seguirá outro caminho.



Créditos: Blog Dellas e jamildo.com

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