Aliado de Raquel diz que Dudu da Fonte topa desistir de candidatura ao Senado, se Miguel Coelho fizer o mesmo
- Jason Lagos
- 14 de jul.
- 2 min de leitura

Tanto Miguel quanto Dudu comandam estruturas relevantes dentro da federação União Progressista
O impasse na federação União Progressista para a vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) expõe duas estratégias distintas. De um lado, o malabarismo de Eduardo da Fonte (PP); do outro, a pressão silenciosa de Miguel Coelho (União Brasil).
Depois das discussões jurídicas sobre a impossibilidade de uma candidatura avulsa ao Senado, o foco das conversas migrou para outro ponto: como preservar a unidade da federação sem provocar uma ruptura com o grupo de Raquel Lyra.
No meio político há um entendimento crescente de que a solução passará necessariamente por um acordo entre os dois principais líderes da União Progressista em Pernambuco.
A real preocupação de Dudu (da Fonte) é o controle da federação União Progressista, caso Miguel seja eleito (para o Senado). A prioridade para dirigir a federação, nesse caso, seria do senador, explica uma fonte ligada ao governismo. 'Se Miguel desistir do Senado, Dudu também topa desistir', declarou a mesma fonte.
A leitura de aliados é que o problema nunca foi exclusivamente escolher quem teria mais votos, mas definir como manter a federação unida, preservar seu peso político e evitar perdas para todos os envolvidos.
Tanto Miguel quanto Dudu comandam estruturas relevantes dentro da federação União Progressista. Um rompimento poderia comprometer não apenas a montagem da chapa majoritária, mas também a estratégia para a Câmara Federal, Assembleia Legislativa e o tempo de propaganda eleitoral da coligação.
A possibilidade reforça o cenário de construção de uma solução negociada. Entre as alternativas ventiladas continuam figurando espaços na chapa majoritária, composição para a Câmara dos Deputados e outros compromissos políticos capazes de acomodar os dois grupos.
Enquanto isso, a decisão permanece em aberto. Eduardo da Fonte segue trabalhando para consolidar sua pré-candidatura ao Senado e mantém a vantagem de presidir a federação em Pernambuco. Miguel Coelho, por sua vez, continua defendendo que seu grupo tenha protagonismo na composição governista.
Nos bastidores, entretanto, cresce a percepção de que nenhum dos dois deseja assumir o custo político de provocar uma ruptura na União Progressista. Por isso, a expectativa entre aliados é de que a definição só ocorra após uma negociação ampla, envolvendo não apenas os dois pré-candidatos, mas também a governadora Raquel Lyra e as direções nacionais dos partidos que integram a federação.
Presidente da federação em Pernambuco, Eduardo da Fonte exibe uma bancada de dez deputados e mais de 30 prefeitos, mas a governadora sabe que, embora todos defendam o nome dele, a grande maioria marchará com ela independentemente de sua escolha.
Na outra ponta, o ex-prefeito de Petrolina tem deixado o barulho para liderados. O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), já avisou: só migra para a base governista se Miguel for o indicado.
Mas a artilharia pesada veio de Cleber Chaparral (União). O prefeito de Surubim ameaça debandar rumo ao palanque de João Campos (PSB), em articulação, segundo ele, mediada pelo deputado Silvio Costa Filho (Republicanos).
Se sair do campo governista, Chaparral pode arrastar os gestores de Casinhas, Orobó, Vertente do Lério, Frei Miguelinho e Bom Jardim. Apesar do recado ameaçador, governistas não acreditam que ele tenha tamanho poder de fogo.
Créditos: jamildo.com e Folha PE



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