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Marqueteiro deixa campanha de Ronaldo Caiado após divergências sobre ataques a Flávio Bolsonaro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

Na visão de Vasconcelos, Ronaldo Caiado deveria se colocar como alternativa à direita sem atacar Flávio


O marqueteiro Paulo Vasconcelos decidiu deixar a campanha do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que concorre à Presidência da República. O candidato foi informado no sábado, dias depois de o vice da chapa e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ter sido comunicado da intenção.


Nas últimas semanas, Caiado intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro (PL), movimento que se deu a despeito das opiniões de Vasconcelos. A guinada aconteceu sob a influência de Gracinha Caiado, mulher do candidato e primeira colocada nas pesquisas para o Senado em Goiás.


Ela alertou o marido sobre seu baixo desempenho nas redes sociais. Em julho, Marcos Carvalho, ex-estrategista digital de Flávio, assumiu as plataformas digitais de Caiado e acentuou divergências nos bastidores. Agora, Carvalho tocará também o marketing do ex-governador.


Na visão de Vasconcelos, o correto era Caiado se colocar como alternativa à direita sem necessariamente atacar Flávio. Se o presidenciável do PL sofresse outros baques, ele despontaria como opção natural para o eleitor. Com os ataques, alertava o marqueteiro, quem vota no filho de Jair Bolsonaro acabou rejeitando Caiado, o que também teria acontecido com Romeu Zema (Novo).


No final de julho, o goiano se referiu a Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, como “pateta da política brasileira” após a confirmação de novo tarifaço americano. Também criticou o presidenciável do PL por questionar urnas eletrônicas em um encontro com embaixadores em vez de “vender soja, abrir mercado para a indústria, atrair investimento”.


Durante uma agenda de campanha na última quinta-feira, Caiado afirmou que o currículo de Flávio Bolsonaro se resumia à certidão de nascimento. "Ninguém aprende a governar sentado na cadeira de presidente da República", afirmou.


Sem a campanha de Caiado, Vasconcelos se concentrará em duas missões estaduais. Ele coordena a comunicação de Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais, e Douglas Ruas (PL), no Rio.


Caiado lançou a campanha em um ato em Goiás neste domingo. O ex-governador disse que ele seria o único capaz de vencer o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No evento, também fez críticas ao PL e disse que o partido estava “apavorado”.


A declaração se deu dias após o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmar que o ex-governador de Goiás atuava como linha auxiliar de Lula.


A estratégia de aumentar os ataques contra Flávio acontece diante das dificuldades de Caiado e de outros candidatos para crescer nas pesquisas. Na última Quaest, o ex-governador aparecia numericamente empatado com Renan Santos (Missão) na marca de 4%. Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) têm 2% cada.



Créditos: CNN Brasil

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