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Tarcísio fecha chapa majoritária com André do Prado para o Senado e Eduardo Bolsonaro na suplência

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

André do Prado (E) já havia confirmado a possibilidade de ter Eduardo Bolsonaro como suplente em abril


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou o atual vice, Felício Ramuth (MDB), na sua chapa na disputa pela reeleição. Além de Guilherme Derrite (PP), que já havia sido confirmado, a chapa majoritária da direita terá também como candidato ao Senado o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), André do Prado (PL), cujo primeiro suplente será o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), cassado pela Câmara em dezembro do ano passado.


O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai ocupar a suplência mesmo morando atualmente nos Estados Unidos, desde fevereiro de 2025. Sua presença na chapa, contudo, carrega riscos jurídicos. Isso porque ele teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara e ainda é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado do crime de coação – por articular nos EUA sanções ao Brasil e a autoridades do País.


Na legislação brasileira, está explícito que a cassação de mandato só gera inelegibilidade em duas hipóteses: quando houver quebra de decoro parlamentar ou quando houver a prática de algum ato empresarial incompatível com o poder público (por exemplo, se um deputado for sócio de uma empresa que tem contratos ativos com a administração). Nessas duas hipóteses, a cassação precisa ser votada pelo plenário e atingir pelo menos a maioria absoluta (mais da metade do número de cadeiras).


André do Prado já havia confirmado a possibilidade de ter Eduardo como suplente, em entrevista publicada no fim de abril. Ao anunciar sua pré-candidatura, o presidente da Alesp se colocou como “substituto” de Eduardo e fez acenos ao bolsonarismo, chamando a prisão do ex-presidente de injusta e dizendo que assumiu um compromisso com seu primeiro suplente em várias pautas, entre elas, a anistia.


Mas, além de Derrite e André do Prado, a direita deve ter outros candidatos ao Senado em São Paulo. O Podemos já sinalizou que pretende lançar o deputado federal Delegado Palumbo (SP) ou o empresário Geraldo Rufino. O Novo mantém a pré-candidatura do deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (SP).


Tarcísio pretende conversar com os partidos aliados para tentar alcançar “ao máximo a convergência até o período das convenções”.


O apoio de Eduardo a André do Prado é questionado por integrantes do bolsonarismo, que criticam o respaldo ao que consideram um deputado estadual que não faz parte da ala ideológica e é umbilicalmente ligado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.


Em uma publicação na qual confirmou o apoio ao presidente da Alesp, Eduardo Bolsonaro listou uma série de motivos para justificar a decisão, como o fato de André do Prado estar há 32 anos na vida pública, ser presidente do Legislativo paulista e ter dado sustentação ao governo Tarcísio.


A segunda vaga de suplente na chapa encabeçada pelo presidente da Alesp ficará com Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra.


Natural de Guararema, André do Prado iniciou sua trajetória política como vereador na cidade, onde também foi vice-prefeito e prefeito. Atualmente, está em seu quarto mandato consecutivo na Assembleia paulista e chegou à presidência da Casa por meio de uma articulação de Valdemar Costa Neto.



Créditos: Estadão

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