Sob pressão, Lula e Flávio movem peças no xadrez eleitoral de Minas Gerais
- Jason Lagos
- há 10 minutos
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Flávio tem dificuldade em escolher um nome entre várias opções. Lula ainda foca em Rodrigo Pacheco
Os palanques em Minas Gerais dos líderes da corrida ao Planalto até agora, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), seguem enrolados. Os dois grupos políticos, porém, estão acelerando as articulações em busca de candidaturas fortes a governador nesse estado onde estão em jogo 16 milhões de votos.
Flávio tem dificuldade em escolher um nome em meio a várias opções. Lula ainda está focado no senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), mas petistas estão cansando da hesitação do ex-presidente do Senado e alguns começam a pensar mais seriamente em outros nomes.
Do lado do PL, conversas marcadas para esta quarta (6/5) e quinta-feira (7/5) têm o objetivo de trazer clareza ao caminho. Flávio Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e o núcleo duro da sigla vão tentar escolher entre apoiar a pré-candidatura do senador Cleitinho (Republicanos), do governador Mateus Simões (PSD), ou de um candidato próprio.
Esse candidato próprio seria o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe. Mas há quem defenda o nome do empresário e ex-prefeito de Betim (MG) Vittorio Medioli.
Líder nas pesquisas para o governo mineiro, Cleitinho intensificou nos últimos dias uma tentativa de atrair o apoio de Flávio. Ele declarou apoio aberto ao candidato do PL. E seu irmão gêmeo e pré-candidato a deputado Federal Gleidson Azevedo (Republicanos-MG), cobrou união da direita em torno do nome “mais forte”.
Do lado do PT, definir se Pacheco será ou não o candidato do grupo é prioridade para dirigentes da sigla que tratam da estratégia eleitoral a nível nacional. Há expectativa de que o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, se reúna com Pacheco para tratar do assunto, mas não há nada agendado.
O próprio Pacheco quebrou o silêncio nesta terça (5), ao menos para se dar um prazo para decidir seus caminhos. “Vou analisar. Acho que até o final deste mês de maio é um bom tempo”, disse o senador, antes de participar de sessão solene no Senado.
O senador mineiro vinha construindo a viabilidade da candidatura nos bastidores e entrou no PSB com esse objetivo. A derrota da indicação de Jorge Messias a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), porém, bagunçou também o xadrez eleitoral mineiro.
Parte dos governistas desconfia que Pacheco pode ter feito jogo duplo no episódio, pois é muito próximo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Pacheco nega e a quem o cobra lembra que fez acenos públicos a Messias. A verdade, porém, é que Alcolumbre queria Pacheco no STF – e os petistas lembram disso.
Cresce no partido de Lula, no entanto, a pressão para resolver essas questões logo, com o objetivo maior de fechar um palanque considerado competitivo em Minas.
Créditos: Metrópoles




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