Suposta ‘lista’ do Master assombra os poderes; Toffoli dobra a aposta e ignora PGR e PF
- Jason Lagos
- 26 de dez. de 2025
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O escândalo do Banco Master ganha contornos cada vez mais sombrios. No centro das suspeitas estaria suposta “lista” de autoridades, políticos e figuras influentes, no “ecossistema” de relações privilegiadas do banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal em novembro. Isso explicaria o véu de segredos imposto às investigações.
Até a CPMI do INSS foi proibida de acessar dados da quebra de sigilos de Vorcaro e do Master, onde possíveis “pagamentos” disfarçados poderiam emergir. O que transforma esse caso em potencial terremoto político é a suspeita de proximidade de Vorcaro com autoridades dos três poderes.
Toffoli alegou “riscos ao mercado financeiro” ao ordenar a transferência do caso ao STF, citando menção a um deputado, e impôs segredo total. Apesar dos interesses públicos envolvidos nesse escândalo, tanto o STF quanto o TCU decretaram sigilo total nas investigações.
Dias Toffoli demorou poucas horas para rejeitar o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) de adiar a acareação entre o ex-dono do Banco Master e um técnico do BC (Banco Central). O pedido tinha o apoio da PF (Polícia Federal) e respaldo jurídico, pois se baseava em um fato.
Juiz no Brasil não tem respaldo da lei, da doutrina e da jurisprudência para produzir provas, ainda mais em um processo que não começou, colocando lado a lado um investigado com um agente fiscalizador.
Toffoli ignorou isso e dobrou a aposta. Ele abraçou a tese da defesa do Banco Master de jogar luz sobre o Banco Central. E com isso, assumir um papel que não lhe cabe de investigador, fragilizando quem tem a competência legal de investigar: a PGR e a Polícia Federal.
Créditos: Diário do Poder e CNN Brasil




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