Senadores não veem ambiente para votar novo indicado de Lula ao STF
- Jason Lagos
- 5 de mai.
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Nesta segunda-feira (4), o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que Lula está definindo um novo nome
Senadores avaliam que não há ambiente para que a Casa analise uma nova indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal), após o advogado-geral da União, Jorge Messias, ter sido rejeitado ao cargo na semana passada, em uma derrota histórica para o governo.
A avaliação entre parlamentares próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é que nenhum nome deve ser analisado antes das eleições de outubro.
A única exceção, de acordo com aliados de Alcolumbre, seria se Lula cedesse e indicasse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o preferido do presidente do Senado para a Corte. Pacheco, porém, é a aposta do presidente para a disputa pelo governo de Minas Gerais.
Lula tem sido aconselhado a fazer rapidamente uma nova indicação ao STF após Jorge Messias ter sido reprovado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, em uma articulação atribuída a Alcolumbre.
Na avaliação de aliados do presidente, a indicação de uma mulher para a Corte seria o perfil que mais constrangeria o Senado a rejeitar o nome.
Nesta segunda-feira (4), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) disse que Lula está definindo um novo nome.
Alcolumbre, até este momento, não dá sinais de ceder. Lula pode enviar a indicação, mas o presidente do Senado pode segurar o encaminhamento à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que realiza a sabatina.
Senadores ainda citam o calendário apertado neste ano, com a proximidade das festas juninas, da Copa do Mundo e o Congresso esvaziado devido à campanha eleitoral.
Já parlamentares da base dizem que a apresentação de um novo indicado ao STF dá ao presidente o discurso de que o Senado atua deliberadamente contra o governo.
Na avaliação de aliados de Lula e de Alcolumbre, o cenário pode mudar caso os dois se sentem para conversar e zerar a relação, em um acordo que poderia beneficiar ambos em ano eleitoral.
Créditos: CNN Brasil


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