Ricardo Lewandowski diz que investigação do caso Marielle será encerrada
- Jason Lagos
- 25 de mar. de 2024
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou neste domingo (24) que os trabalhos de investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, serão encerrados “por ora” pela Polícia Federal.
Lewandowski deu entrevista a jornalistas depois da operação da PF que prendeu mais 3 suspeitos de envolvimento no caso. Foram presos: Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ), deputado federal e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio.
Segundo o ministro da Justiça, é possível que novos fatos sejam apresentados futuramente, mas, até isso ser feito, a investigação que se prolonga há 6 anos está encerrada.
O crime ocorreu em 14 de março de 2018 e desde 2019 os executores do crime, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, estão presos. A partir da delação de Queiroz, foram identificados os intermediadores do crime.
A delação de Lessa, homologada pelo STF em 19 de março, foi o ponto-chave para identificar os mandantes do crime.
Na mesma entrevista, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação concluiu que os irmãos Brazão foram os mandantes do crime, mas não descartou que outras ações podem ser adotadas a partir das prisões.
Andrei disse que a motivação para o crime não é única e envolve todo o contexto de atuação de milícias, disputa por territórios e regularização de loteamentos no Rio de Janeiro.
O ministro da Justiça afirmou que o relatório da PF tem mais de 400 páginas e as provas obtidas na investigação são “suficientes” para que o MPF (Ministério Público Federal) apresente uma denúncia contra os envolvidos.
A partir disso, o STF analisa se o caso deve ou não se tornar uma ação penal –o que poder levar à condenação dos suspeitos. O caso está na 1ª Turma da Corte.
Créditos: Poder360




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